EXTRADIÇÃO
II
Governo
chileno sem paciência para o
longo processoO presidente chileno,
Eduardo Frei, manifestou sua
impaciência depois de conhecer o
resultado da apelação da defesa
conhecido ontem na capital
britânica. "Não parece
muito razoável que, depois de
dois meses de agitação e
comoção, estejamos outra vez no
ponto de partida", declarou.
"Seria mais lógico se
pusessem fim a essa situação o
mais rápido possível".
O chanceler
chileno, José Miguel Insulza,
que liderou nas últimas semanas
uma fracassada ofensiva
diplomática para libertar
Pinochet, também reagiu com
cautela: "Tudo indica que o
futuro ainda nos reserva mais
surpresas e o melhor é não
fazer prognósticos".
"Enquanto
o general Pinochet não retornar
ao Chile, o Exército chileno
não estará tranqüilo",
afirmou o comandante das Forças
Armadas do país, general Ricardo
Izurrieta. Negando, no entanto,
intenções belicistas por parte
de suas tropas com relação ao
governo chileno.
"A
anulação obedeceu a um
princípio técnico, mas a
argumentação do julgamento
anterior, de que a imunidade não
deve servir para proteger
acusados de crimes contra a
humanidade, deve
prevalecer", afirmou Viviana
Díaz, vice-presidente de uma das
entidades de direitos humanos que
pressionam a Grã-Bretanha para
que mantenha detido na Europa o
ex-general chileno.