- -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 18 de dezembro de 1998

EXTRADIÇÃO II
Governo chileno sem paciência para o longo processo

O presidente chileno, Eduardo Frei, manifestou sua impaciência depois de conhecer o resultado da apelação da defesa conhecido ontem na capital britânica. "Não parece muito razoável que, depois de dois meses de agitação e comoção, estejamos outra vez no ponto de partida", declarou. "Seria mais lógico se pusessem fim a essa situação o mais rápido possível".

O chanceler chileno, José Miguel Insulza, que liderou nas últimas semanas uma fracassada ofensiva diplomática para libertar Pinochet, também reagiu com cautela: "Tudo indica que o futuro ainda nos reserva mais surpresas e o melhor é não fazer prognósticos".

"Enquanto o general Pinochet não retornar ao Chile, o Exército chileno não estará tranqüilo", afirmou o comandante das Forças Armadas do país, general Ricardo Izurrieta. Negando, no entanto, intenções belicistas por parte de suas tropas com relação ao governo chileno.

"A anulação obedeceu a um princípio técnico, mas a argumentação do julgamento anterior, de que a imunidade não deve servir para proteger acusados de crimes contra a humanidade, deve prevalecer", afirmou Viviana Díaz, vice-presidente de uma das entidades de direitos humanos que pressionam a Grã-Bretanha para que mantenha detido na Europa o ex-general chileno.

 
 
 

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