JC NAS
RUAS
Luce
Pereira
Bolsa
de apostas
Da maneira como
certos processos se arrastam,
graça às manobras de advogados
que vivem a cascavilhar brechas
na lei, o povo já pode pensar em
instituir uma bolsa de apostas.
No caso do empresário Oscar
Aracaty, por exemplo, os
jogadores teriam duas opções: a
primeira, colocar as fichas na
hipótese de a Justiça se
compadecer da condição de
calouro do rapaz e libertá-lo
ante a expectativa de que ele
venha a ser uma revelação na
faculdade. A segunda, fechar os
olhos e apostar tudo na
possibilidade de que a mesma
Justiça resolva ajudá-lo a
livrar-se de um trauma tão
antigo quanto a acusação de ter
assassinado um travesti - ficar
cara a cara com o Júri. Em
relação ao procurador Luiz
Fernando, o início do julgamento
não invalidaria a existência da
bolsa. A turma que já não
esperava vê-lo no banco dos
réus poderia fazer uma fezinha
na alternativa de que o
julgamento prosseguirá até o
final. E o grupo dos que ficam
fungando, sentindo cheiro de
pizza, teria como opção o
arriscado palpite de que o
resultado de um habeas-corpus
anterior ao julgamento ainda
possa deixar tudo na estaca zero.
Nos dois casos, a torcida da
sociedade é para que vençam os
que, apesar de tudo, ainda
apostam na Justiça.
Pratas
da casa
Funcionários
do DER não estão gostando nada
do zum-zum sobre a vinda de
técnicos de outros órgãos para
ocupar cargos. Defendem que se o
governo pretende enxugar a
máquina, tal medida teria
reflexo no orçamento e no
orgulho das "pratas da
casa". Acham que possuem
bagagem suficiente para dar conta
do recado.
Nem
todos
A PCR fala
maravilhas do Centro Médico
Senador José Ermírio de Moraes,
que já teria beneficiado 53
pessoas com problema
oftalmológicos e atendido a
outras 5 mil em consultas. Mas o
outro lado da história é que
também existem usuários loucos
para conseguir, depois da oitava
tentativa no mês, chegar a algum
"doutor" do Centro.
À
vontade
Até os meninos
de rua parecem perceber que em
final de governo ninguém mais
quer nada com a hora do Brasil.
Fazem malabarismos e promovem a
maior algazarra nos ônibus
apostando que a polícia, já
apática, não vai mexer uma
palha para incomodá-los. E não
mesmo. Foto de Hans V.Manteuffel.
Milagre
A Associação
de Moradores da Avenida Beira
surpreende. Ainda não nasceu e
já conseguiu PPO, recuperação
da pista de cooper e
ajardinamento da área. Milagre
de quem paga IPTU caríssimo.
Imprestável
Depois de 76
horas de espera, moradores de
Brasília Teimosa não podem
aproveitar a água que sai das
torneiras nos primeiros 30
minutos. Cheira mal e é cheia de
resíduos.
Descontrole
A área de
Terminais Públicos da Telpe já
viu que foi exagero da gestão
anterior gastar R$ 500 mil
mensais para consertar e repor
orelhões. Ficou cabreira com os
R$ 1,4 mil pagos por uma unidade
quando pode adquirir o mesmo
aparelho por R$ 600,00. E ainda
achando caro.
Caminhada
A Clínica de
Hipertensão do HC realiza, às
8h, a 7ª Caminhada da Saúde,
com os participantes saindo do
estacionamento para percorrer 4
km pelo campus. Na chegada, café
da manhã light e um recado:
ninguém deve esquecer que a
doença mata e muito.
Despedida
A
confraternização da Secretária
de Justiça acontece às 16h, na
Casa da Cidadania (Olinda). Bem
longe do que foi a baita festa do
Lafepe, os colaboradores de
Roberto Franca fizeram vaquinha.
E de excesso, o que pode haver é
sorteio de uma passagem para o
Aníbal Bruno.
Forno
Não se pode
elogiar. O gerador que alimenta a
parte elétrica do sistema de
refrigeração recém-inaugurado
no terraço do Aeroporto dos
Guararapes já pifou. A previsão
dos engenheiros é de que os
usuários fiquem pingando durante
pelo menos uma semana.
E-mail
luce@jc.com.br
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