- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 18 de dezembro de 1998


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Regina Pitóscia

Juro de CDB sobe com a nova TBC de 29%

As taxas de rendimento dos CDBs tiveram elevação, ontem, com a percepção do mercado financeiro de que o Banco Central permanece conservador na calibragem das taxas de juros. A nova Taxa Básica do Banco Central (TBC) de 29% ao ano, definida pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) anteontem e considerada o piso de juros, é três pontos porcentuais menor que o piso anterior, de 32%, indicado até então pelo overnight.

A TBC de 29% ao ano não fugiu às estimativas do mercado, mas ficou alinhada com a previsão mais conservadora. O efeito foi uma reavaliação das taxas até então cadentes no mercado de renda fixa. De 25,50% ao ano, estimada para ontem, a taxa de rendimento do CDB para uma aplicação acima de R$ 100 mil avançou para 26,30%, equivalente a um rendimento bruto de 2,10% e líquido de 1,68%.

A reversão de tendência dos juros, em relação ao corrente antes da reunião do Copom, indica que o investidor que apostou em aplicação prefixada amargou alguma perda, mais uma vez.

A Bolsa de São Paulo percorreu novo pregão de acentuada instabilidade e fechou com discreta valorização de 0,41%.

O volume negociado recuou praticamente à metade em relação ao do dia anterior: de R$ 544,921 milhões para apenas R$ 285,329 milhões, o mais baixo do mês.

BOLSA - Em mais um pregão de forte instabilidade, em que oscilou entre uma queda de 3,65% e uma alta de 2,06%, e de achatamento de volume, de apenas R$ 285,329 milhões, a Bolsa de São Paulo fechou o pregão com ligeira valorização de 0,41%. O balanço da semana aponta uma perda de 7,64%; no mês, de 23,01%; e no ano, de 34,83%.

As cinco maiores altas entre as 57 ações que formam o Índice Bovespa (IBovespa) foram Ericsson PN, 13,2%; Usiminas PN, 12,3%; Gerasul ON, 7,1%; Telesp ON, 6,7%; e Acesita PN, 6,3%. As maiores baixas, EPTE PN, 5,5%; Klabin PN, 4,5%; Celesc PNB, 3,6%; Duratex PN, 3,4%; e EBE PN, 3,3%.

RENDA FIXA - Ontem, as taxas dos CDBs prefixados foram elevadas. O papel de 32 dias pagou taxa de 26,30% ao ano, ou 2,10% bruto e 1,68% líquido no período. No dia anterior, o título com o mesmo número de dias úteis (20) pagou 2,03% bruto. O mercado à vista acompanhou também a alta no futuro, mercado em que também os investidores apostavam em queda mais sensível das taxas.

Esse comportamento das taxas dos CDBs deixou claro que, mais uma vez, quem apostou em prefixados perdeu, porque comprou papéis que embutiam quedas maiores que as que de fato ocorreram.

Ouro
Fechamento: R$ 11,50
Variação: queda de 0,69%

O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado por R$ 11,50, com desvalorização de 0,69%. O volume negociado foi de apenas 27 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça- troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 291,20 nos contratos para liquidação neste mês.

Dólar
Fechamento: R$ 1,265
Variação: alta de 0,40%

O Banco Central reajustou, pela quinta vez este mês, o piso e o teto de preços que indicam o intervalo de flutuação do dólar comercial. A correção de 0,08% elevou o piso para R$ 1,1930 e o teto para R$ 1,2070. No fechamento, o dólar esteve cotado para por R$ 1,2057 e vendido por R$ 1,2065, com valorização de 0,11%. O dólar paralelo valorizou-se 0,40%, para R$ 1,250 na compra e R$ 1,265 na venda.

 
 

 

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