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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Juro de
CDB sobe com a nova TBC de 29%
As taxas de
rendimento dos CDBs tiveram
elevação, ontem, com a
percepção do mercado financeiro
de que o Banco Central permanece
conservador na calibragem das
taxas de juros. A nova Taxa
Básica do Banco Central (TBC) de
29% ao ano, definida pela
reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom) anteontem e
considerada o piso de juros, é
três pontos porcentuais menor
que o piso anterior, de 32%,
indicado até então pelo
overnight.
A TBC de 29% ao
ano não fugiu às estimativas do
mercado, mas ficou alinhada com a
previsão mais conservadora. O
efeito foi uma reavaliação das
taxas até então cadentes no
mercado de renda fixa. De 25,50%
ao ano, estimada para ontem, a
taxa de rendimento do CDB para
uma aplicação acima de R$ 100
mil avançou para 26,30%,
equivalente a um rendimento bruto
de 2,10% e líquido de 1,68%.
A reversão de
tendência dos juros, em
relação ao corrente antes da
reunião do Copom, indica que o
investidor que apostou em
aplicação prefixada amargou
alguma perda, mais uma vez.
A Bolsa de São
Paulo percorreu novo pregão de
acentuada instabilidade e fechou
com discreta valorização de
0,41%.
O volume
negociado recuou praticamente à
metade em relação ao do dia
anterior: de R$ 544,921 milhões
para apenas R$ 285,329 milhões,
o mais baixo do mês.
BOLSA -
Em mais um pregão de forte
instabilidade, em que oscilou
entre uma queda de 3,65% e uma
alta de 2,06%, e de achatamento
de volume, de apenas R$ 285,329
milhões, a Bolsa de São Paulo
fechou o pregão com ligeira
valorização de 0,41%. O
balanço da semana aponta uma
perda de 7,64%; no mês, de
23,01%; e no ano, de 34,83%.
As cinco
maiores altas entre as 57 ações
que formam o Índice Bovespa
(IBovespa) foram Ericsson PN,
13,2%; Usiminas PN, 12,3%;
Gerasul ON, 7,1%; Telesp ON,
6,7%; e Acesita PN, 6,3%. As
maiores baixas, EPTE PN, 5,5%;
Klabin PN, 4,5%; Celesc PNB,
3,6%; Duratex PN, 3,4%; e EBE PN,
3,3%.
RENDA FIXA -
Ontem, as taxas dos CDBs
prefixados foram elevadas. O
papel de 32 dias pagou taxa de
26,30% ao ano, ou 2,10% bruto e
1,68% líquido no período. No
dia anterior, o título com o
mesmo número de dias úteis (20)
pagou 2,03% bruto. O mercado à
vista acompanhou também a alta
no futuro, mercado em que também
os investidores apostavam em
queda mais sensível das taxas.
Esse
comportamento das taxas dos CDBs
deixou claro que, mais uma vez,
quem apostou em prefixados
perdeu, porque comprou papéis
que embutiam quedas maiores que
as que de fato ocorreram.
Ouro
Fechamento: R$ 11,50
Variação: queda de 0,69%
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros
(BM&F) fechou o pregão
cotado por R$ 11,50, com
desvalorização de 0,69%. O
volume negociado foi de apenas 27
kg. No mercado de Nova York, na
Commodity Exchange (Comex), a
onça- troy (31,104 gramas) de
ouro foi cotada por US$ 291,20
nos contratos para liquidação
neste mês.
Dólar
Fechamento: R$ 1,265
Variação: alta de 0,40%
O Banco Central
reajustou, pela quinta vez este
mês, o piso e o teto de preços
que indicam o intervalo de
flutuação do dólar comercial.
A correção de 0,08% elevou o
piso para R$ 1,1930 e o teto para
R$ 1,2070. No fechamento, o
dólar esteve cotado para por R$
1,2057 e vendido por R$ 1,2065,
com valorização de 0,11%. O
dólar paralelo valorizou-se
0,40%, para R$ 1,250 na compra e
R$ 1,265 na venda.
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