GOVERNO MUNICIPAL
Magalhães
lança desafio à bancada de
oposiçãoO prefeito do Recife,
Roberto Magalhães (PFL), afirmou
ontem que a bancada de oposição
na Câmara Municipal está sendo
injusta com ele, quando o acusa
de ter interferido na sucessão
da mesa diretora da Casa. Em
entrevista à Rádio CBN, pela
manhã, Roberto Magalhães
informou que tomou conhecimento
do acordo que a bancada do seu
partido havia assumido, em torno
da candidatura à Presidência do
vereador Homero Lacerda (PTB),
mas optou por não
"encaminhar o
processo". O vereador Fred
Oliveira (PMDB) foi eleito
presidente da Câmara Municipal,
com o apoio de vereadores
governistas.
"Desafio
alguém a provar que eu interferi
nessa eleição. Eu tive até o
cuidado de consultar dois
ex-prefeitos, Jarbas Vasconcelos
e Gilberto Marques Paulo, que
concordaram com a minha postura.
Nesses casos, demonstrar
preferência desgasta o prefeito
e cria uma amargura muito grande
entre os companheiros",
disse o prefeito. Para Roberto
Magalhães, a decisão da
oposição de
"radicalizar" na
relação com o Executivo são
"ossos do ofício" que
ele terá de pagar.
Magalhães
informou ter sido procurado por
um integrante da oposição - de
quem não revelou o nome, mas
disse ser "uma pessoa
respeitada, inteligente e não
militante" - que indagou sua
posição em relação aos veto
aos oposicionistas Dilson Peixoto
(indicado para 1ª secretaria) e
Sileno Guedes (1ª
vice-presidência). O prefeito
afirmou ter dito que nada podia
fazer. "Com o tempo a
verdade prevalece. Eles
(oposição) verão que eu não
interferi".
Na entrevista,
o prefeito confirmou a
convocação extra da Câmara em
janeiro. Sem detalhar a pauta,
adiantou apenas tratar-se de um
conjunto de medidas necessárias
para que a Prefeitura não
atinja, em maio, mais de 60% da
receita com gastos de pessoal.
"Senão, terei que demitir.
O problema do pagamento extra aos
vereadores (jeton) é o mínimo
diante da urgência das
medidas", justificou.