- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 18 de dezembro de 1998

GOVERNO II
Presidente admite que criação de ministério provoca divergências

BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu ontem que há pontos de vista divergentes entre os militares sobre a criação do Ministério da Defesa. Mas acrescentou: uma vez que a decisão de criar a nova pasta já está tomada, espera e quer a "lealdade" deles e aceita dialogar.

A afirmação, feita diante de 160 oficiais-generais das Forças Armadas, respondeu ao discurso do ministro da Marinha, almirante Mauro César Pereira, que, momentos antes, ao saudar FHC, havia dito que os militares têm opiniões divergentes sobre o tema, pois não são "autômatos saídos de uma só fôrma". No domingo passado, o almirante já havia dito que via "com preocupação" a falta de discussão, no Congresso, em torno da criação do Ministério da Defesa.

O porta-voz do Planalto, embaixador Sérgio Amaral, informou ontem que a Casa Civil está estudando como contornar a "dificuldade jurídica" existente para o presidente Fernando Henrique Cardoso nomear o ministro da Defesa com os demais integrantes do ministério. A criação da nova pasta depende de aprovação no Congresso de um projeto de lei e de uma lei complementar. Sérgio Amaral descartou ainda a possibilidade de o governo encaminhar ao Congresso uma Medida Provisória criando o Ministério da Defesa.


     

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