GOVERNO II
Presidente
admite que criação de
ministério provoca divergênciasBRASÍLIA - O
presidente Fernando Henrique
Cardoso reconheceu ontem que há
pontos de vista divergentes entre
os militares sobre a criação do
Ministério da Defesa. Mas
acrescentou: uma vez que a
decisão de criar a nova pasta
já está tomada, espera e quer a
"lealdade" deles e
aceita dialogar.
A afirmação,
feita diante de 160
oficiais-generais das Forças
Armadas, respondeu ao discurso do
ministro da Marinha, almirante
Mauro César Pereira, que,
momentos antes, ao saudar FHC,
havia dito que os militares têm
opiniões divergentes sobre o
tema, pois não são
"autômatos saídos de uma
só fôrma". No domingo
passado, o almirante já havia
dito que via "com
preocupação" a falta de
discussão, no Congresso, em
torno da criação do Ministério
da Defesa.
O porta-voz do
Planalto, embaixador Sérgio
Amaral, informou ontem que a Casa
Civil está estudando como
contornar a "dificuldade
jurídica" existente para o
presidente Fernando Henrique
Cardoso nomear o ministro da
Defesa com os demais integrantes
do ministério. A criação da
nova pasta depende de aprovação
no Congresso de um projeto de lei
e de uma lei complementar.
Sérgio Amaral descartou ainda a
possibilidade de o governo
encaminhar ao Congresso uma
Medida Provisória criando o
Ministério da Defesa.