ARGUMENTO FORTE (IV)
Próximos
alvos serão bolsas do Rio e São
PauloSÃO PAULO -
Indiferente às críticas do
Governo sobre a politização da
luta pela Reforma Agrária, o
Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem-Terra (MST) definiu,
como próximo passo,
manifestações de protesto nas
bolsas de valores de São Paulo e
Rio de Janeiro. A data será 17
de abril e foi escolhida por
movimentos camponeses de vários
países para um protesto
internacional contra o modelo
econômico chamado neoliberal e a
impunidade no massacre de
Eldorado dos Carajás, onde 19
sem-terra foram assassinados pela
Polícia Militar, em abril de
1996.
"Vamos
fazer pressão nas bolsas de
valores porque elas são o
coração do capitalismo
financeiro que circula o mundo e
símbolo do neoliberalismo. Ainda
não definimos o que vamos fazer,
mas o certo é que vamos estar
lá", afirma um dos líderes
nacionais do MST, Gilmar Mauro.
As formas de ação discutidas,
até agora pelo movimento, vão
de um protesto em frente aos
prédios até uma invasão que
poderia interromper o
funcionamento dos pregões.