- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - -_-Jornal do Commercio - Recife, 19 de março de 1998

ARGUMENTO FORTE (IV)
Próximos alvos serão bolsas do Rio e São Paulo

SÃO PAULO - Indiferente às críticas do Governo sobre a politização da luta pela Reforma Agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) definiu, como próximo passo, manifestações de protesto nas bolsas de valores de São Paulo e Rio de Janeiro. A data será 17 de abril e foi escolhida por movimentos camponeses de vários países para um protesto internacional contra o modelo econômico chamado neoliberal e a impunidade no massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 sem-terra foram assassinados pela Polícia Militar, em abril de 1996.

"Vamos fazer pressão nas bolsas de valores porque elas são o coração do capitalismo financeiro que circula o mundo e símbolo do neoliberalismo. Ainda não definimos o que vamos fazer, mas o certo é que vamos estar lá", afirma um dos líderes nacionais do MST, Gilmar Mauro. As formas de ação discutidas, até agora pelo movimento, vão de um protesto em frente aos prédios até uma invasão que poderia interromper o funcionamento dos pregões.




   

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