ARGUMENTO FORTE (VII)
Invasores
discutem a reforma agrária na
sede do Incra no RioRIO - Cerca de
250 famílias do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem-Terra
(MST) continuaram, ontem, a
ocupação das instalações do
Incra (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária)
para discutir problemas da
Reforma Agrária no Rio de
Janeiro. Além disso, os
sem-terra querem conversar com o
presidente do Iterj (Instituto de
Terras e Cartografia do Estado),
Sebastião Paixão, e conhecer o
novo superintendente do Incra,
Renato Osório, que assume o
cargo de Fernando Scotti ainda
este mês.
As discussões
continuam, hoje, a partir das
8h30. Os líderes do movimento
garantem que não deixarão o
prédio enquanto as principais
reivindicações não forem
atendidas. "Estamos cansados
de tantas promessas",
explicou Ribamar Alves, um dos
líderes do MST. "Não temos
como sair e deixar os problemas
pra lá. Queremos, pelo menos,
vistoria e desapropriação
imediata dos acampamentos
Primavera (Barra Mansa), Luiz
Carlos Prestes (Conceição de
Macabu) e Che Guevara (Fazenda
Baixa Grande, em Campos dos
Goytacazes)", disse a
diretora do MST, Marina dos
Santos.
Sem-terra
desocuparam, ontem, as delegacias
regionais do Ministério da
Fazenda em Belo Horizonte,
Cuiabá e Campo Grande, que
haviam sido invadidas ontem.
Apesar disso, eles promoveram
manifestações nas sedes do
Incra e em frente às delegacias
do ministério em várias
capitais. Em Porto Alegre,
sem-terra e pequenos agricultores
dividiram os protestos. O único
incidente foi registrado no
pátio do ministério, quando
policiais e sem-terra trocaram
empurrões pela manhã, mas,
ninguém saiu ferido.