ARTES CÊNICAS
Começa,
hoje, o Festival de Curitibapor JOÃO LUIZ VIEIRA
Enviado Especial
CURITIBA -
De todos os festivais de teatro
realizados no Brasil, o Festival
de Curitiba pode ser considerado
o mais importante pela ótima
jogada de marketing bolada por
seus organizadores - três jovens
curitibanos que estavam
entediados com a programação
cultural da cidade onde viviam. O
evento chama a atenção da
mídia e de produtores
simplesmente porque tem como
prioridade apresentar
espetáculos verdinhos, saídos
dos fornos, ou seja, funciona
como uma feira de negócios, onde
são negociadas temporadas e
turnês. Não por acaso,
representantes da prefeitura do
Recife estarão no Paraná, de
olho no 2º Festival Recife do
Teatro Nacional (ver na página
6).
Para esta
sétima edição, haverá
novidades interessantes, sendo a
criação do Fringe a mais
relevante. O Fringe vai funcionar
como mostra paralela e
apresentará espetáculos que
não puderam figurar na
programação oficial. Foi para
essa seleção o único
representante pernambucano na
agenda, As Preciosas Ridículas,
de Marcondes Lima, para a UFPE.
Mas os
destaques são muitos e é
impossível destacar tudo nesse
espaço. O JC estará presente no
evento e antecipará para você o
que merece ou não ser visto
quando passar por Recife ou se
você viajar para os estados de
origem dos espetáculos. De
qualquer maneira, já podemos
enfatizar a atuação de Diogo
Vilela em Diário de um Louco e
Elias Andreato em Oscar Wilde; a
sempre eficiente Denise Stoklos
em A Desobediência Civil; a
provocação de José Celso
Martinez Correia em Ela; os
irreverentes Parlapatões em
pppWllmShkpr.br; a nova
experiência da Companhia do
Latão, O Nome do Sujeito; e do
Grupo Tapa em Ivanov. Vai até o
dia 30.
* O
repórter viajou a convite da
organização do evento