ARTES CÊNICAS (II)
Deborah
Colker traz Rota para a próxima
semanaDeborah Colker, uma das
mais comentadas coreógrafas
brasileiras do momento, pisa no
linóleo do Teatro Guararapes nos
próximos dias 27 e 28 para
apresentar sua mais recente
experimentação com a dança
atlética que desenvolve. Traz
Rota, a terceira produção da
companhia que leva seu nome e que
já tem no currículo os
bem-sucedidos Velox e Vulcão.
As infinitas
possibilidades de exploração de
caminhos pela dança
contemporânea e a presença em
cena do maior símbolo da
invenção humana, a roda, dão o
tom e o título do espetáculo
que estreou no ano passado, em
Curitiba. Para este ano também
estão previstas diversas
excursões.
Rota descreve
seu giro (e seu curso) em torno
dos grandes eixos de
sustentação do trabalho da
coreógrafa Deborah Colker: a
utilização do gesto, síntese
do movimento, como um poderoso
elemento de expressão cênica; a
apropriação de movimentos
oriundos de outras práticas do
corpo; e as reflexões sobre as
forças que regem o movimento,
gênese da dança. Mas
incursionam também pelo balé
clássico e pelo jazz,
promovendo, em 53 minutos e dois
atos, uma ocupação radical do
espaço cênico.
O espetáculo
soma 13 bailarinos, que evoluem
por seis movimentos de manobras
arriscadas e seqüências de
excepcional vigor físico. O
primeiro ato é marcado por uma
bem-humorada homenagem às
vertentes eruditas da música e
da dança. No segundo ato, a
concentração vai para o teste
da gravidade. Em cena, o emblema
de todo o espetáculo: a própria
roda.