SINDICALISMO
Sindicatos
têm dificuldadesPresidentes de
sindicatos dos artistas de 18
estados brasileiros mais o
presidente nacional da entidade
que coordena essas entidades, a
Aneate, estiveram reunidos por
três dias na cidade para
discutir pontos em comum na luta
a favor da organização da
classe. Chegou-se a conclusão
que os problemas são,
praticamente, os mesmos.
O ator Stepan
Nercessian, à frente de um dos
mercados artísticos mais
disputados do Brasil, o Rio de
Janeiro, afirmou que os maiores
problemas que enfrenta como
presidente do Sated são "a
informalidade e o
descompromisso" nas
relações trabalhistas.
"Até mesmo diante das
cooperativas, o desrespeito à
lei que regulamenta a profissão
é uma comum", comentou. Ele
explica que as emissoras de
televisão chegaram ao requinte
de fechar contratos com os
profissionais como pessoas
jurídicas, para eximir-se de
diversas obrigações
trabalhistas.
Um outro
problema é que os produtores
ainda não têm uma entidade que
os represente, assim como os
circenses. Também é complicada
a relação dos produtores
cinematográficos com atores.
"Faz-se uma pechincha com os
artistas enquanto o material
técnico é pago respeitando-se a
tabela. Os contratos dos atores
estão sempre subfaturados. Eu,
por exemplo, fiz 44 filmes e só
dois são registrados em minha
carteira de trabalho",
situa.
Stepan lembra
que, hoje, no Rio, são 100
atores para cada filme. "O
problema é que as pessoas não
querem ser atores, e sim, serem
artistas", dispara a
presidente do Sated/MG, Magdalena
Rodrigues, que defende a revisão
da lei, que este ano completa 20
anos. O presidente do Sated/Ro,
Firmineto Mendes, diz que o
problema em seu estado está
ligado ao próprio Ministério do
Trabalho, que não trabalha em
conjunto com o sindicato. No
Distrito Federal, segundo Walter
Lopes, a gravidade é com a
visita de companhias
estrangeiras, que burlam a lei e
não cumprem as taxas previstas.
A resolução final está
prevista para sair em documento,
que deverá ser encaminhada às
autoridades.