HABITAÇÃO
Rachaduras
assustam moradores de edifício
na João de BarrosOs moradores do
edifício Athenas Garden, prédio
de dez andares e vinte
apartamentos situado no número
820 da Avenida João de Barros,
no bairro da Encruzilhada, estão
bastante alarmados com a série
de rachaduras e exposições de
ferragens espalhadas por toda a
edificação. De acordo com os
condôminos, as irregularidades
foram identificadas há mais de
dois anos, época em que a
construtora foi acionada para
solucionar os problemas do
prédio.
Inaugurado há
oito anos, o prédio apresenta
fissuras em praticamente todo o
primeiro pavimento. Os pilares do
térreo estão repletos de
rachaduras horizontais e
verticais, além de as ferragens
enferrujadas estarem expostas.
Segundo Maria das Mercês
Cavalcanti, moradora do 101, a
construtora Caldas Ltda foi
informada diversas vezes sobre a
situação. "Há mais de um
ano o condomínio tem enviado
correspondências protocoladas,
mas até agora nada de concreto
foi feito".
Os moradores
afirmam que a empresa quer apenas
mascarar as rachaduras e
infiltrações através de
pequenos reparos. "Mas não
é isso o que nós queremos.
Exigimos que a firma realize um
serviço completo de
impermeabilização e
recuperação da estrutura",
ressaltou. De acordo com a
síndica Madalena Pessoa, o
condomínio já solicitou que
diversas empresas de engenharia
fizessem a vistoria no local e
elaborassem um orçamento. Em
dezembro último, foi
diagnosticado que o edifício
precisaria passar por reformas.
Entre os
trabalhos que necessitam ser
feitos com urgência, a empresa
citou a recuperação da ferragem
do pilotis (que se encontra em
processo de oxidação), o
erguimento de um pilar de
sustentação para o muro
lateral, por conta de rachaduras,
além da remoção de reboco e
aplicação de novo. "O
orçamento não chegava a R$ 4
mil, mas a construtora alegou que
sairia muito caro", afirmou.
A síndica acrescenta, ainda, que
a Caldas Ltda mandou um
funcionário para fazer rebocos
no pilotis. "Nós não
queremos paliativos, e sim uma
solução", completou.
De acordo com a
diretora da Caldas Ltda, Haydèe
Guilhermino, a construtora enviou
um engenheiro e um empregado para
iniciar os trabalhos na manhã de
ontem. "O fato é que eles
foram impedidos de fazer os
consertos. Já que os moradores
não querem, não posso tomar
nenhuma outra providência",
concluiu.