- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - ---Jornal do Commercio - Recife, 19 de março de 1998

HABITAÇÃO
Rachaduras assustam moradores de edifício na João de Barros

Os moradores do edifício Athenas Garden, prédio de dez andares e vinte apartamentos situado no número 820 da Avenida João de Barros, no bairro da Encruzilhada, estão bastante alarmados com a série de rachaduras e exposições de ferragens espalhadas por toda a edificação. De acordo com os condôminos, as irregularidades foram identificadas há mais de dois anos, época em que a construtora foi acionada para solucionar os problemas do prédio.

Inaugurado há oito anos, o prédio apresenta fissuras em praticamente todo o primeiro pavimento. Os pilares do térreo estão repletos de rachaduras horizontais e verticais, além de as ferragens enferrujadas estarem expostas. Segundo Maria das Mercês Cavalcanti, moradora do 101, a construtora Caldas Ltda foi informada diversas vezes sobre a situação. "Há mais de um ano o condomínio tem enviado correspondências protocoladas, mas até agora nada de concreto foi feito".

Os moradores afirmam que a empresa quer apenas mascarar as rachaduras e infiltrações através de pequenos reparos. "Mas não é isso o que nós queremos. Exigimos que a firma realize um serviço completo de impermeabilização e recuperação da estrutura", ressaltou. De acordo com a síndica Madalena Pessoa, o condomínio já solicitou que diversas empresas de engenharia fizessem a vistoria no local e elaborassem um orçamento. Em dezembro último, foi diagnosticado que o edifício precisaria passar por reformas.

Entre os trabalhos que necessitam ser feitos com urgência, a empresa citou a recuperação da ferragem do pilotis (que se encontra em processo de oxidação), o erguimento de um pilar de sustentação para o muro lateral, por conta de rachaduras, além da remoção de reboco e aplicação de novo. "O orçamento não chegava a R$ 4 mil, mas a construtora alegou que sairia muito caro", afirmou. A síndica acrescenta, ainda, que a Caldas Ltda mandou um funcionário para fazer rebocos no pilotis. "Nós não queremos paliativos, e sim uma solução", completou.

De acordo com a diretora da Caldas Ltda, Haydèe Guilhermino, a construtora enviou um engenheiro e um empregado para iniciar os trabalhos na manhã de ontem. "O fato é que eles foram impedidos de fazer os consertos. Já que os moradores não querem, não posso tomar nenhuma outra providência", concluiu.


     

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