EDUCAÇÃO
Paralisação
na UFPE não tem adesão total
dos professoresAs aulas voltam ao
normal, hoje, na Universidade
Federal de Pernambuco. A
paralisação nacional de
advertência, realizada ontem,
não contou com a adesão total
dos 1.595 docentes da
instituição, mas mobilizou uma
parte deles. Houve a queima
simbólica das bolsas de
incentivo à docência propostas
pelo Governo Federal e visita à
Delegacia Regional do Ministério
da Educação. Entre os
professores que preferiram ficar
em sala de aula, alguns usaram o
tempo para discutir a crise das
universidades com os alunos.
"O
movimento foi vitorioso, apesar
dos focos de resistência",
avaliou Francisco Arruda,
vice-presidente regional do
Sindicato Nacional dos Docentes
de Ensino Superior (Andes). Os
profissionais reivindicam o fim
do congelamento dos salários dos
servidores das universidades
federais, que estariam defasados
em 48%, e a suspensão do
programa de incentivo à
docência. Na UFPE estudam 18 mil
alunos.
A assembléia
que estava programada para as 15h
de hoje na Federal foi adiada.
"Lideranças devem se
encontrar em Brasília para
discutir novas estratégias e só
depois iremos nos reunir",
informou o professor Jaime
Mendonça, presidente da
Associação dos Docentes da
UFPE. Não está descartada uma
nova paralisação nacional e por
tempo indeterminado.
Depois de
promover a queima de bolsas no
campus, professores da UFPE e
dirigentes locais da Andes se
uniram a colegas e estudantes da
Faculdade de Direito do Recife
para uma visita ao delegado
regional do Ministério da
Educação, Sílvio Amorim.
"Embora não seja do
primeiro escalão do governo,
pedimos a ele que tentasse
persuadir o Ministério da
Educação a abrir um canal de
negociação para o reajuste
salarial", contou Arruda. O
grupo também solicitou a
participação de Amorim na
organização de um fórum para a
discussão do Plano Nacional de
Educação.