ARTIGO
"Plim
Plim" no caixapor PAULO ROBERTO
CANNIZZARO*
Roberto
Shinyashiki em seu livro
Revolução dos Campeões, cita
Rob Pike, que afirmou:
"Três por cento pensam, 7%
pensam que pensam, 90% pensam que
não tem que pensar". No
círculo da competitividade, as
empresas e os gestores precisam
de fato pensar mais; tudo porque
hoje não se pode mais fazer as
coisas simplesmente por fazer,
repetindo as ações de modo
mecânico. Os paradigmas nos
tornam reféns da acomodação, e
nos dias atuais, quem se acomoda
fica para trás.
Não adianta
por exemplo "reinventar a
roda", Os mesmos sistemas de
automação internos que já
existem, controles padronizados
superados, as mesmas
estratégias, isto parece muito
pouco para tornar uma empresa
diferenciada ou ser capaz de
seduzir clientes. É necessário
muito mais: capacidade permanente
de reatualização das empresas e
seus funcionários, procurando
fazer as coisas cada vez melhor,
mais simples e objetivas, com um
grau enorme de excelência, e
sempre encantando e redescobrindo
os clientes.
Muito do
resultado do sucesso e do
fracasso empresarial não
acontece por acaso. Eles são
criados pelo conjunto das
atitudes institucionais do
negócio, ótimas ou muito ruins.
É o bom manejo ou desarranjo
destas circunstâncias envolvidas
(capital, pessoal, tecnologia,
produção) que define a gênese
destes resultados em toda
organização.
Não há mais
espaço para um time "mais
ou menos", do tipo
"café com leite",
doméstico e trivial. Não
importa você levar um monte de
grandes idéias e projetos para
seu chefe imediato ou mesmo para
o dono da empresa, se não
aprontou o plano de ação para
implementá-los. Não fica
validado que você saiba onde
estão os problemas de seu
departamento ou de sua empresa se
não tomou a iniciativa de
resolve-los.
Não é ser
diferenciado você achar que
falta unidade e conjunto no seu
time, ou até que estejam mal
definidas as estratégias de
vitória, se não foi capaz de
mudar o seu ambiente, tudo porque
é parte desse conjunto que está
disperso na consecução dos bons
resultados. Como dizia o teólogo
inglês William George Ward, no
século passado: "Há os que
se queixam só do vento. Os que
esperam que ele mude. E os que
procuram ajustar as velas".
A empresa está interessadíssima
em todas as suas idéias, mas sem
que ela tenha que esperar por
você ou que os ventos
"mudem".
O que a empresa
moderna quer agora é
principalmente os resultados
objetivos. E e alguém já disse
que importa mesmo é que a
máquina registradora do caixa
faça aquele barulho
"plim-plim". Enquanto
não se ouve a sonoridade dela
abrindo a gaveta para acolher o
resultado do negócio, as coisas
parecem ficar aéreas demais. Sua
tarefa pois, não é somente
atender o cliente. É encantá-lo
com um atendimento de primeira
linha.
Sua
participação não é somente
ouvir as reclamações dos
consumidores, mas procurar
satisfazê-los com toda a
habilidade possível. Seu papel
não é achar-se a estrela do
time, mas promover todos os
participantes da equipe para
jogarem juntos, estimulando que
cada um seja também
imprescindível para a obtenção
de um ótimo resultado. Sua
tarefa não é tentar as coisas
por tentar, mas solucioná-las
mesmo.
O que adianta
então é fazer as coisas
acontecerem, lembrando o conselho
de Aspley: "Existem os que
fazem acontecer, aqueles para
quem as coisas acontecem, os que
observam acontecer e os que nem
mesmo sabem que as coisas estão
acontecendo". Assim faça,
sempre fazendo um trabalho
maravilhoso esplêndido. E não
vale apenas começar, seguir e
até mesmo continuar, sem chegar
até o fim das coisas, produzindo
sempre os melhores resultados.
Paul Gotty, já dizia: "O
sucesso consiste em: acordar
cedo, trabalhar até tarde e...
descobrir petróleo".
É dessa
obstinação de descobrir esse
"petróleo" que os
gestores empresariais precisam
"viver diariamente,
absolutamente compromissados.
Furto também a lição de Goethe
quando falou sobre o compromisso
com as coisas: "... Quando
nos compromissamos, até a
providência divina se põe em
movimento. Todo um fluir de
acontecimentos surge a nosso
favor, como resultado da nossa
decisão".
Só não
podemos esquecer é que, na vida
das empresas, esse preparo
psicológico, essencialmente
compromissado com uma visão
crítica transforamdora e focada
nos resultados, tem que bater lá
na máquina no caixa, pois toda
hora ela precisa fazer
"plim-plim", obrigado!.
* Paulo
Roberto Cannizzaro é consultor
de gestão empresarial e titular
da Cannizzaro & Associados