EMPREENDEDORES
Saiba
como iniciar uma pequena empresa
e mantê-la competitivapor ALEX GOMES
Pesquisa do
Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae) na Região Nordeste
constatou um número preocupante
para quem pensa em abrir um
negócio. De cada mil empresas
lançadas, apenas cento e oitenta
passam do primeiro ano, e destas,
só nove chegam a cinco anos de
atividades.
A alta
mortalidade tem dois motivos
principais: a falta de
informação e segurança, quando
a empresa começa, e a retirada
de dinheiro do faturamento como
se fosse lucro.
SONHO -
Na era do emprego raro e de muita
atividade paralela aos
tradicionais meios de ganhar a
vida, ser empresário
independente tem sido o maior
objetivo de milhares de pessoas
sem emprego. Incentivá-las tem
gerado a ocupação - e o emprego
- de muitos consultores.
"A
vitória quase sempre vem quando
o lutador está cansado",
ilustra o consultor do Sebrae,
Gutenberg Fernandes, que ministra
palestras sobre como iniciar seu
negócio. A próxima acontece dia
23 de março, no Sebrae.
"Quando
observamos o que levou uma
empresa a crescer por cinco anos,
notamos que o fator principal foi
a atenção sobre cada detalhe do
que se passa, e a criatividade
para resolver problemas imediatos
e de longo prazo", explica
Gutenberg Fernandes. "Ter
muito dinheiro e pouca
imaginação não vai ajudar
nada", adverte.
CRIATIVIDADE-
De acordo com a experiência do
Balcão Sebrae, quem procura
negócio próprio carece de
informação. "Tem gente que
vem pedir dinheiro para abrir
padaria, e só para vender pão,
enquanto hoje se vende de tudo no
mesmo ponto de comércio",
exemplifica uma atendente.
Sem dinheiro
também se pode fazer alguma
coisa. O importante, destacam os
consultores, é saber o que você
pode fazer utilizando
conhecimentos e recursos
próprios. Um carro pode servir
para entregas. Uma garagem, para
oficina. Um telefone em casa pode
servir para empresas que desejam
contratar tele-vendedores.
"A Secon,
empresa de produtos congelados,
aumentou de 100 para 1200 as suas
vendas mensais em seis meses de
tele-vendas, com telefonistas
terceirizadas. E os filhos
acabaram demitindo o pai, porque
resistia à modernidades",
conta Gutemberg Fernandes.