- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 19 de março de 1998

EMPREENDEDORES
Saiba como iniciar uma pequena empresa e mantê-la competitiva

por ALEX GOMES

Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Região Nordeste constatou um número preocupante para quem pensa em abrir um negócio. De cada mil empresas lançadas, apenas cento e oitenta passam do primeiro ano, e destas, só nove chegam a cinco anos de atividades.

A alta mortalidade tem dois motivos principais: a falta de informação e segurança, quando a empresa começa, e a retirada de dinheiro do faturamento como se fosse lucro.

SONHO - Na era do emprego raro e de muita atividade paralela aos tradicionais meios de ganhar a vida, ser empresário independente tem sido o maior objetivo de milhares de pessoas sem emprego. Incentivá-las tem gerado a ocupação - e o emprego - de muitos consultores.

"A vitória quase sempre vem quando o lutador está cansado", ilustra o consultor do Sebrae, Gutenberg Fernandes, que ministra palestras sobre como iniciar seu negócio. A próxima acontece dia 23 de março, no Sebrae.

"Quando observamos o que levou uma empresa a crescer por cinco anos, notamos que o fator principal foi a atenção sobre cada detalhe do que se passa, e a criatividade para resolver problemas imediatos e de longo prazo", explica Gutenberg Fernandes. "Ter muito dinheiro e pouca imaginação não vai ajudar nada", adverte.

CRIATIVIDADE- De acordo com a experiência do Balcão Sebrae, quem procura negócio próprio carece de informação. "Tem gente que vem pedir dinheiro para abrir padaria, e só para vender pão, enquanto hoje se vende de tudo no mesmo ponto de comércio", exemplifica uma atendente.

Sem dinheiro também se pode fazer alguma coisa. O importante, destacam os consultores, é saber o que você pode fazer utilizando conhecimentos e recursos próprios. Um carro pode servir para entregas. Uma garagem, para oficina. Um telefone em casa pode servir para empresas que desejam contratar tele-vendedores.

"A Secon, empresa de produtos congelados, aumentou de 100 para 1200 as suas vendas mensais em seis meses de tele-vendas, com telefonistas terceirizadas. E os filhos acabaram demitindo o pai, porque resistia à modernidades", conta Gutemberg Fernandes.


     

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