ENERGIA ELÉTRICA
MP
de energia cria mais um imposto e
fortalece a AneelSÃO PAULO - A
Medida Provisória que
regulamenta o setor de energia
elétrica do País fortalece
ainda mais a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) e cria
um novo imposto, a ser pago por
empresas de geração para fins
de serviços públicos que se
transformarem em produtores
independentes de energia. O novo
tributo será do valor de 2,5% da
receita anual durante cinco anos,
de acordo com o novo perfil
definido sobre estudo da Coopers
& Lybrand.
A Aneel poderá
autorizar a construção de
hidrelétricas ou termoelétricas
com potencial inferior a 25
megawatts, sem licitação.
Caberá à agência autorizar a
comercialização de energia,
inclusive de excedentes de
autoprodutores, além da
importação e exportação de
energia e implantação de
transmissão associada.
A MP também
mantém um velho imposto,
considerado inconstitucional: a
Reserva Global de Reversão, que
ganhou mais cinco anos de vida.
Deve ser extinta somente ao final
de 2002. Essas informações,
confirmadas por especialistas,
circula em um "paper"
entre empresários da Federação
das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp) e da Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
A Eletrobrás,
de acordo com a medida, poderá
participar minoritariametne de
empresas ou consórcios,
titulares de concessão para
geração e transmissão de
energia, tendo em vista que
venderá suas subsidiárias e
continuará tendo vultuosos
recursos financeiros a serem
canalizados para estimular
investimentos principalmente de
geração e transmissão.
Diz ainda o
"paper" que a
contratação de energia entre
concessionárias ou autorizadas
deverá ocorrer separadamente do
acesso e uso dos sistemas de
transmissão e distribuição. As
concessionárias ou autorizadas
pagarão tarifa pela energia e
tarifa pela transmissão,
provavelmente superiores à atual
tarifa única pela energia. O
estudo diz ainda que as tarifas
de geração, que obviamente
tenderão a crescer, poderão
não ser repassadas ao consumidor
final na sua totalidade a
critério da Aneel.
Um outro fato
importante, relacionado no estudo
sobre a MP, é o artigo que cria
o Mercado Atacadista de Energia,
no qual deverão ocorrer a compra
e venda de energia. As
definições por parte do governo
deverão sair até setembro.
Também será escolhida a figura
do operador independente do
sistema, que substituirá o grupo
coordenador de operações
interligadas e o grupo de
planejamento de sistemas da
Eletrobrás.