BOLSAS
Japão
vai investir em açõesTÓQUIO - O
governo do Japão e o governante
Partido Liberal Democrático
(PLD) planejam injetar até 1
trilhão de ienes (US$ 7,7
bilhões) em fundos públicos no
mercado acionário japonês para
ajudar a reforçar os preços das
ações, informaram ontem fontes
governamentais e do PLD, de
acordo com a agência Kyodo.
O dinheiro
virá do Sistema de Poupança
Postal e do Programa de Seguro
Postal "Kampo". O
objeto é levantar o abatido
mercado acionário para o nível
alcançado de 18.000 pontos no
ano anterior - medido pelo
índice Nikkei - no final de
março, quando muitas
instituições financeiras fecham
suas contas do ano fiscal de
1997.
Se o índice
terminar 31 de março numa marca
inferior ao do ano anterior, as
companhias sofrerão perdas na
avaliação das ações.
FINANÇAS -
Um comitê de bancos
internacionais vai apresentar ao
governo da Indonésia na próxima
semana uma proposta para resolver
a dívida externa privada do
país de US$ 73 bilhões,
informou o presidente do grupo,
David Brougham. Brougham disse
que o plano ainda não estava
definido porque ainda há várias
propostas de um grupo de 13
bancos que precisam ser
discutidas.
Ele disse,
entretanto, que "um renovado
senso de urgência" está
sendo dado à questão do
débito, uma vez que a rúpia
continua debilitada frente ao
dólar. Com o novo gabinete do
presidente Suharto, as atenções
do Japão, do FMI e Estados
Unidos , Brougham disse estar
otimista sobre o fechamento de
uma proposta significativa em
breve.
Ele acrescentou
que o comitê tem se encontrado
todas as semanas e mantém
contato com o assessor especial
de Suharto para a questão da
dívida, Radius Prawiro. Enquanto
isso, o governo da Indonésia fez
um apelo para os cerca de 40
bancos islâmicos de todo o mundo
para que ajude o país a superar
sua pior crise econômica em
três décadas. 90% da
população indonésia é
muçulmana.
"Esperamos
que os bancos ajudem a Indonésia
com seu dinheiro e não com
promessas e discursos",
disse Muchrim Hakim,
vice-presidente da Câmara
Islâmica de Comércio para o
Sudeste da Ásia. Hakim, que
visitou Dubai recentemente, disse
que o Dubai Islamic Bank
aceitaria as letras de crédito
indonésias para ajudar os
exportadores de algodão.