TRIBUTAÇÃO
Guerra
fiscal inviabiliza o ICMSO secretário da
Fazenda, Eduardo Campos, disse
ontem que o Imposto sobre a
Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) está detonado
pela guerra fiscal.
"Precisamos de um sistema
tributário que seja de simples
compreensão pelo contribuinte,
reduza a sonegação, diminua a
elisão fiscal e ponha fim a esse
ambiente de guerra fiscal entre
os estados", falou ele.
Na guerra
fiscal, os estados oferecem a
isenção do tributo por um
determinado tempo para atrair
investimentos. "Nesse novo
sistema, pode até existir a
renúncia fiscal, mas de uma
forma estruturada com uma
política de desenvolvimento
clara para as regiões",
afirmou Campos. Ele comparou a
atual lei do ICMS a uma
"colcha de retalhos".
Campos acredita
que uma das alternativas na
substituição do ICMS poderia
ser a criação do IVA (Imposto
sobre Valor Agregado). Ele
argumentou também que é
necessário reduzir a carga
tributária sobre o emprego para
que sejam geradas mais vagas de
trabalho no país. Como exemplo,
o secretário citou, "o
setor da construção civil que
tem uma carga tributária de 120%
sobre cada emprego gerado".
A proposta da
União estabelece a criação do
IVA como imposto federal e a
criação de um fundo para
compensar as perdas de receitas
que os estados poderiam ter. O
ICMS é a principal fonte de
receita dos estados brasileiros e
é responsável por quase 7% do
PIB (Produto Interno Bruto)
brasileiro.
O assessor do
Ministério da Fazenda, Cincinato
Rodrigues, afirmou que o Governo
está discutindo qual a estrutura
capaz de gerar receitas para os
estados na mesma proporção do
recolhimento do ICMS. Segundo
ele, já estão sendo feitas
simulações para ver o impacto
que a substituição do ICMS pelo
IVA teria na arrecadação dos
estados. Ele está participando
dos eventos preparatórios para
89ª reunião do Confaz -
Conselho Nacional de Política
Fazendária - que acontecerá na
próxima sexta-feira, no Caesar
Park Hotel, no Cabo de Santo
Agostinho.