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EDUCAÇÃO
Adeus
às dificuldades no aprendizadopor MARCONY ALMEIDA
A lição deixada por Darcy
Ribeiro de levar educação a
todas os jovens é a fonte de
inspiração da pedagoga Rogéria
Cardoso Picado. Ela está
desenvolvendo o projeto
Pró-Vencer, onde dez
profissionais trabalham em
conjunto orientando crianças com
dificuldades no aprendizado. São
psicólogos, psiquiatras,
teraupeutas ocupacionais,
fonoaudiólogos, neuropediatras,
psicomotricistas, odontólogos,
entre outros que farão um
acompanhamento paralelo à
escola.
A idéia de criar o projeto
surgiu quando Rogéria acompanhou
o tratamento de uma criança
portadora da Síndrome de Down.
Ela percebeu que, com essa
experiência, poderia desenvolver
o aprendizado da criança com
problemas. O Pró-Vencer foi
criado com a intenção de
atender crianças e adolescentes
com dificuldades pedagógicas,
como notas baixas, falta de
atenção em sala de aula e
indisciplina, além de
deficiências mentais. "As
dificuldades enfrentadas pelos
alunos podem estar associadas a
problemas em casa, com a
família, ou até mesmo de
saúde. E, nas escolas, não há
acompanhamento específico para
cada caso", diz a pedagoga.
Ela considera o atual modelo
educacional arcaico e unilateral.
Muitas das dificuldades do
educando partem daí. No
Pró-Vencer, os alunos são
acompanhados por profissionais
que fazem uma espécie de triagem
para descobrir quais os tipos de
distúrbios que a criança
enfrenta. O espaço funciona em
sete salas e numa espaço para
atividades lúdicas e de
expressões corporais, na Torre.
O atendimento leva duas horas
diárias, sempre depois do
horário das aulas na escola. A
partir daí, crianças com
esquizofrenias, autistas,
eplépticas, hiperativas, com
agressividade, dislexia e
distúrbios no comportamento,
entre outros, recebem o
tratamento, até que sejam
diagnosticados progressos.
DIFERENCIAL -
Um dos grandes diferenciais do
projeto Pró-Vencer está no
trabalho com a família. Segundo
Rogéria Picado, não adianta
tratar o adolescente se o seu
distúrbio surge de problemas com
os parentes. Com isso, os pais
também poderão ter um
acompanhamento psicológico, em
conjunto com o adolescente, para
que o resultado do tratamento
surta efeito. Ela considera que a
grande maioria dos diagnósticos
detectados nos adolescentes
originam-se dos familiares.
"Qualquer que seja a
dificuldade do aluno, de natureza
biológica, psicológica ou
social, há meios para se
ajudar", garante Rogéria
Picado. Apesar de ser pioneiro no
estado e estar apenas começando,
a pedagoga pensa em expandir seu
projeto para outros estados do
Brasil. Em Pernambuco, ele conta
com o apoio de empresários como
Beto Kelner e Luiz Schettini
Filho. O pagamento das
mensalidades é feito de acordo
com o comprovante de renda da
família, obedecendo a uma taxa
mínima de R$ 50,00.
Serviço
Pró-Vencer
Rua João de Deus, 109, Torre.
Telefone: 227.1945
Horário: 8h às 20h (segunda a
sexta-feira)
8h às 12h (sábados)
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