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Atletas
desertores de Cuba somem no marMIAMI - Um bote
rudimentar com quatro jogadores e
um treinador de beisebol cubanos
está desaparecido no Estreito da
Flórida há oito dias, quando os
desertores deixaram a costa de
Cuba em direção aos EUA,
informaram ontem familiares dos
esportistas.
Entre eles
está o ex-titular da seleção
cubana Jorge Luis Toca, 24 anos,
punido em 1993 por ter feito
críticas à política desportiva
do país. "A família de
Toca está desesperada em Cuba,
mas ainda guarda a esperança de
que a embarcação se tenha
abrigado do mau tempo em alguma
ilhota do Caribe", informou
um amigo do jogador.
Segundo
parentes dos jogadores e do
técnico, os cinco estavam
proibidos de atuarem no beisebol
cubano desde julho por causa das
suspeitas do regime de Fidel de
que eles planejavam desertar.
Os demais
integrantes do grupo são os
jogadores da primeira divisão de
Cuba Jorge Díaz Olano e Ángel
López, o treinador Enrique
Chinea e o titular da seleção
nacional juvenil Michael Jova -
que é filho de um dos maiores
astros da história do beisebol
cubano, Pedro Jova. Todos eles
nasceram na Província de Villa
Clara, no centro da Ilha de Cuba.
O serviço de
Guarda Costeira da Flórida
informou ontem que, apesar de ter
tomado conhecimento da partida
clandestina do grupo da costa
cubana, os agentes americanos
não avistaram nenhum refugiado
no mar nas últimas 48 horas.
O empresário
de atletas de beisebol
cubano-americano Joe Cubas, que
tem incentivado vários jogadores
de beisebol a desertar nos
últimos anos, viajou para um
acampamento de refugiados cubanos
nas Bahamas, mas não encontrou
nenhum integrante do grupo.