EUA
Editor
diz que Kathleen faria livro
sobre ClintonWASHINGTON - O
editor de Los Angeles Michael
Viner confirmou ontem ao jornal
The Washington Post que a
ex-voluntária da Casa Branca
Kathleen Willey - que acusa o
presidente americano, Bill
Clinton, de assédio sexual -
pediu a ele US$ 300 mil como
adiantamento pela publicação de
um livro que pretendia escrever.
Viner,
proprietário da editora New
Millenniun, afirmou que foi
procurado há seis ou sete
semanas pelo advogado de
Kathleen, Daniel Gecker, que lhe
ofereceu a autobiografia da
ex-voluntária, na qual ela
relataria escândalos sexuais
envolvendo Clinton.
Viner disse,
porém, que decidiu não aceitar
a oferta depois de chegar à
conclusão de que o enredo
proposto não era suficiente para
o lançamento de um livro. Ele
declarou também que a história
apresentada inicialmente pelo
advogado de Kathleen era
"diferente" da que ela
contou no programa 60 Minutes, da
CBS, no domingo.
"Houve uma
virada. Eu tinha uma história de
uma pessoa que era amiga e
simpatizante do presidente e não
lhe guardava rancor",
explicou. "Quando a vi na
TV, percebi uma mulher que havia
concluído ter sofrido uma
experiência terrível com um
homem terrível, e isso não
condizia com o que eu tinha
ouvido dela anteriormente".
Na sua
aparição na TV, Kathleen
afirmou ter procurado Clinton em
29 de novembro de 1993 para
pedir-lhe um trabalho assalariado
em lugar do voluntário que
exercia na Casa Branca. Ela e o
marido, Edward Willey, passavam
por graves dificuldades
financeiras.
Segundo o
relato de Kathleen, fanática
militante do Partido Democrata,
Clinton aproveitou a oportunidade
para abraçá-la, tocar seus
seios e pôr uma das mãos dela
sobre seu órgão genital.
Falido, Edward,
que era advogado, suicidou-se
horas depois do encontro da
mulher com o presidente. Um
empresário da Virgínia, Anthony
Lanasa, antigo cliente de Edward,
afirmou ontem que o casal roubou
dele US$ 275 mil. Segundo Lanasa,
essa seria a origem da dívida
dos Willeys.