-- - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 19 de março de 1998


JC NEGÓCIOS
Fernando Castilho

O medo da exclusão

Porque as entidades sindicais e os trabalhares resistem à ideia de adoção do banco de horas e do contrato temprário de trabalho? Porque o debate tende a se encaminhar para a contestação pura e simples sem um aprofundamento das vantagens e desvatangens, especialmente no Nordeste? Porque o temor de que isso em lugar de gerar mais emprego acabe inbindo a criação de novos postos de trabalho?

Parece claro que o movimento sindical criado à luz de uma época em que aumento de produção estava diretamente relacionando com a criação de novos postos de trabalho vive o seu momento de maior desafio porque terá que rever a sua própria condição de entidade representativa dos trabnalhadores sob pena de perder o bonde da história.

Na verdade nos últimos anos com a exceções de sempre e mesmo dentro do setor estatal que tem a garantia do desconto da mensalidade de uma única fonte, o movimento nãoconsegiu gerar informações que o habilitem a discutir alterntivas consistentes para gerar mais empregos a custos mais baixos.

Uma olhada nos numeros do fundo de amparo ao trabalhador revela que em termos de investimentos e reciclagem e requialificação foram muito baixos. A força da globalização simplesmente não deu tempo a ser prevê a eliminação do emprego antigo e a preparação para o novo.

Na verdade poucas entidades sabem orientar nesta capturade recursos, um numero menor consegue encaminhar projetos para essa nova realidade. O que poderia ser uma reinvidicação do trabalhador está caminhando para uma ação da mepresa que deseja sobreviver e por isso treina ou recicla seus empregados.

O problema que isso leva tempo e custa caro. E toda essa realidade está sendo posta na mesa sem que os dirigentes e até mesmo consultores tenham tido tempo para analisar as consequencias politicas desse imenso rolo compressor que se coloca na gfrente do dirinte sindical. O problema é que na globaizlaiação está ficando claro que nem o dirigente teve tempo de se reciclar. E ele agora precisa orientar sua categoria sem sentir firmesa no que esta diante de sua base.

Perfil de aluno

O Colégio Geo já provoca efeitos colaterais no Shopping Guararapes. Está levando aos seus corredores um publico A/B que até então só freqüentava o Shopping Recife. O Geo está interessado nisso e negocia a instalação de uma loja de serviços no centro comercial onde, além de receber mensalidades, vai ter terminais ligados à Internet, onde estarão os boletins mensais dos alunos.

Shopping 1

Ficou para o dia 20 de julho, a inauguração do Shopping Center Boa Vista, localizado na Avenida Conde da Boa Vista e que está sendo tocado pelo Grupo Celso Muniz. Terá 100 lojas distribuídas em três andares. Esta semana os lojistas receberam o caderno de encargos com a data definitiva. A abertura do novo shopping estava marcada para maio, mas a negociação com a Mesbla retardou o empreendimento.

Shopping 2

O Shopping Boa Vista terá três passarelas que o ligarão a Mesbla, de forma que o acesso possa ser feito tanto pela entrada do magazine como pelo novo centro de compras. Na negociação, a Mesbla obteve do Grupo CM o compromisso de restaurar a fachada da loja inaugurada em 1981, de forma que ela também será reinaugurada. Numa segunda etapa o prédio do magazine deverá abrigar mais 30 lojas integradas ao shopping.

Investidor

São grandes os planos da empresa espanhola Iberdrola depois de comprar a Energipe e a Cataguazes Leopoldina. Dirigentes da empresa estudam a disputa da Companhia de Energia Elétrica (Coelce) e já pedem dados sobre o desempenho da Companhias de Energia da Paraíba - Saelpa e da Celpe. A idéia é de ter presença numa área contígua, reduzindo custos de administração.

Japoneses

Depois que a Autolline (Honda) anunciou a inauguração de sua filial em Piedade, as demais revendas de carros de luxo japoneses apressaram suas ações. Em abril, Mistsubishi reinicia suas vendas no Recife, agora através da DHS Imports e a Toyota começa, na próxima semana, as vendas do Lexus 300, o top de linha da mais indústria automobilística japonesa através da Toyolex.

Disputa

As empresas de engenharia HGM e Estacon, consideradas inabilitadas para a execução das obras do porto interno de Suape, também apresentaram recursos administrativos contra a decisão. Além delas, os consórcios EIT/Brasília Guaíba, Enterpa/STER, IKAL e Mendes Júnior/Great Laks, também entraram com recursos. No último dia 6 a comissão apontou como habilitados os consórcios CBPO/Somar, Christian Nielsen/HAM e Serveng/Civilsan/Boskaalis. A briga vale uma fatura de R$ &2 milhões.

Vai ficar para depois a idéia do grupo Lojas Americanas de implantar no Recife uma central de distribuição. A empresa chegou a selecionar algumas áreas para o projeto, mas decidiu esperar para sentir o rumo do vento do mercado.

O governador Tasso Jereissati tem uma curiosa promessa de campanha. Promete construir 100 minidistritos industriais, sendo que 30 deles na Região Metropolitana de Fortaleza. A idéia é de fazer projetos em parceria dos prefeitos com o governo bancando a infra-estrutura, entregando o local com asfalto, água, luz e telefone.

Desembarca, hoje, no Recife, o ex-ministro Ozires Silva. Fala para o pessoal da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing, no Mar Hotel, sobre o tema Tecnologia, Competitividade e Desenvolvimento. Às 12h.

 
 

 

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