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LANCE
LIVRE
Fernando
Menezes
Jogar
em casa decide?
A velha
questão do mando de campo está
cada vez mais presente. Se é
vantagem jogar em casa ou não,
tal dúvida é sempre assunto nas
rodas de discussão. Há duas
semanas falei disso aqui na
coluna, quando contestei a
importância decisiva do mando de
campo. Claro que é vantagem
jogar em casa, mas nem tudo são
flores. Vejam bem, por hipótese
quem joga em casa conhece
plenamente o piso, tem a torcida
a seu favor em maior número, e
além disso tudo, há a mística
de jogar em seus próprios
domínios. O clube que detém o
mando do jogo, tem a renda do bar
e os associados um lugar
especial, incluindo naturalmente
os proprietários de cadeiras
cativas. Tudo bem, mas não raras
vezes o gramado está estragado
demais e neste caso, é ruim
também para quem joga em casa,
ainda que os jogadores conheçam
o piso. A questão do bar pode
perfeitamente ser contornada, via
acordo entre o dono do mando de
campo e o dono do estádio, algo
como rachar a renda ou resolver
tudo com um percentual para o
dono do estádio. Os visitantes,
sócios e proprietários de
cadeiras, também podem ser
acomodados por acordo, enfim,
não é difícil, como se viu no
Arruda domingo passado. Tudo isso
serve para concluir afirmando que
o mando de campo é uma vantagem,
mas seguramente não garante a
vitória. E há ainda uma
questão relevante. O clube que
dispõe de um estádio grande,
embora não seja o maior da
cidade, como é o caso do Sport,
pode alegar que é capaz de
abrigar um grande público.
Receber todos os interessados é
impossível, mesmo o Maracanã
não é capaz de oferecer lugar a
todos os interessados. Talvez
seja por aí que o Sport discorde
do Náutico e do próprio Santa
Cruz. O próximo jogo entre
ambos, marcado para a Ilha, lá
não caberia se o Santa estivesse
bem na tabela. Nesta altura do
Campeonato, ao meu ver, cabe e
ainda sobra!
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