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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Bolsa-SP
tem décima alta seguida
O mercado de
ações manteve a tendência de
alta, escorado em firme expansão
do volume de negócios. A Bolsa
de São Paulo fechou com
valorização de 0,73%,
sustentando a décima alta
seguida, e movimentou R$ 941,781
milhões, volume 26,49% superior
ao da véspera e o mais elevado
do mês. A ampliação do
movimento financeiro espelhou
maior participação do capital
estrangeiro nos pregões, segundo
operadores. Em três dias da
semana, a Bolsa paulista apura
valorização de 2,48%, que sobe
para 12,53% no mês, até o
momento. A rentabilidade
acumulada no ano está em 16,65%.
O principal
destaque no mercado de ações
foi a arrancada das ações de
Banespa. Pressionada pela forte
procura, depois da divulgação
do vistoso lucro e, por tabela,
dos polpudos dividendos a ser
distribuídos entre os acionistas
do banco paulista, a ação
preferencial (PN) valorizou-se
nada menos de 25,6%, para R$
59,00 o lote de mil, no
fechamento. Foi a maior alta,
ontem, entre as 51 ações que
formam o Índice Bovespa
(IBovespa). A ação ordinária
(ON) teve valorização maior, de
32,4%, para R$ 46,00.
De modo geral,
o lento, porém gradual interesse
por ações tem levado o mercado
a resistir às vendas para
realização de lucros,
estimulada pela vistosa
valorização acumulada pelas
Bolsas desde fevereiro. Ontem,
mais uma vez, a alta das Bolsas
domésticas andou em descompasso
com a Bolsa de Nova York, que,
reprisando o comportamento da
véspera, reverteu a baixa apenas
depois do encerramento dos
pregões brasileiros. Embora
discreta, a alta de 0,29% ou
25,41 pontos levou a Bolsa
nova-iorquina a novo fechamento
recorde, no nível de 8.775,40
pontos.
A valorização
apurada pelas ações pode
encorajar vendas pelos
investidores satisfeitos com as
últimas altas, mas operadores e
analistas não apostam em quedas
acentuadas de preço por causa
dessas vendas. A
desconcentração de negócios,
com o deslocamento de maior
volume de recursos para as
ações de segunda linha, estaria
sugerindo uma tendência de alta
mais consistente das Bolsas,
avaliam.
Ouro
Fechamento: R$ 10,84
Variação: alta de 0,84%
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros fechou
com valorização de 0,84%,
cotado por R$ 10,84 o grama. O
volume negociado foi de 111 kg.
No mercado de
Nova York, na Commodity Exchange
(Comex), a onça-troy de ouro
(31,104 gramas) foi cotada por
US$ 291,00 nos contratos com
vencimento em março.
Dólar
Fechamento: R$ 1,180
Variação: alta de 0,43%
Os mercados de
dólar fecharam a quarta-feira em
alta. No câmbio comercial, as
cotações avançaram 0,08%, para
R$ 1,1336 na compra e R$ 1,1344
na venda. Essa valorização
refletiu a correção da
intrabanda promovida no início
do dia pelo BC. Na ocasião, o
piso do intervalo em que os
preços do dólar comercial podem
oscilar foi elevado para R$
1,1340 e o teto para R$ 1,1390,
um ajuste de 0,09% em relação
à intrabanda anterior. No mês,
até o momento, as correções
cambiais patrocinadas pelo BC
somam 0,36%.
No mercado
paralelo, os preços subiram
0,43%, para R$ 1,165 na compra e
R$ 1,180 na venda.
Renda
fixa
Taxa bruta ao ano: 25%
Ganho bruto/mês: 1,88%
As taxas de
juro dos CDBs continuaram em
queda ontem. O papel de 30 dias,
prefixado, foi negociado pela
taxa máxima de 25% ao ano
(comparado com 25,20%, no dia
anterior), ou 1,88% bruto e 1,50%
líquido. Para o valor de R$ 10
mil, os bancos pagaram em média
19,86% ao ano, ou 1,52% bruto e
1,22% líquido ao mês; para R$
20 mil, 21,85% ao ano, ou 1,66%
bruto e 1,33% líquido ao mês;
para R$ 50 mil, 23,08% ao ano, ou
1,75% bruto e 1,40% líquido.
A tendência
continua sendo de queda das taxas
de juro. Não só por causa da
grande oferta de dinheiro no
sistema, por conta da entrada de
dólares, mas também porque
esses CDBs, com vencimento em 17
de abril, já embutem uma Taxa
Básica do Banco Central (TBC)
menor a partir de 16 de abril. A
TBC atual é de 28% ao ano; a
nova, a ser definida em 15 de
abril, está estimada em cerca de
24,50% ao ano.
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