LEGISLATIVO
Votações
da Assembléia podem ficar
obstruídasPor falta de quorum, os
vetos do governador Miguel Arraes
(PSB) a três projetos aprovados
pela Assembléia Legislativa, em
dezembro passado, não puderam
ser votados ontem pelo plenário.
Agora, a pauta fica obstruída, e
enquanto os vetos não forem
apreciados, nada mais poderá ser
votado pelo Legislativo. Para a
apreciação desta matéria, era
necessária a presença de 25 dos
49 parlamentares. Apenas 23 foram
à sessão. Dos três vetos,
apenas um - relativo a um trecho
do projeto do Ipsep - recebeu
parecer contrário da Comissão
de Justiça. E para a decisão da
Comissão seja mantida, 25
deputados (maioria absoluta)
terão de votar contra o veto,
situação dificílima de
atingir.
Dos outros
dois, um derruba integralmente a
proposta do Ministério Público
que pretendia a reorganização
das promotorias; e o outro, um
trecho da lei de Incentivo à
Cultura. O projeto do Ministério
Público foi vetado porque a
Assembléia o aprovou de forma
ilegal e transferiu a
responsabilidade do veto ao
Executivo. Sem poder apreciar as
matérias, o deputado João Braga
- autor do trecho vetado por
Arraes - foi à tribuna discutir
o assunto.
Segundo ele,
com este gesto, Arraes terminou
descumprindo um acordo firmado
pelo seu vice-líder, Ranilson
Ramos, segundo o qual, em 90 dias
o Executivo enviaria ao
Legislativo um projeto
compensando as perdas de quem
ganha até R$ 1.200,00 (83% do
funcionalismo), com o desconto da
alíquota de 10% para o Ipsep.