..............................................-Jornal do Commercio - Recife, 15 de novembro de 1998

IMPLANTE II
Monique Evans lista vantagens do silicone

A manequim Monique Evans foi uma das pioneiras da cirurgia de implante de silicone: há 19 anos, quando o seu filho Armando completou 1 ano, ela fez o primeiro implante. "Eu era uma tábua. Tinha peito de garotinho. Um cirurgião me ofereceu a cirurgia de graça e eu aceitei. Gostei muito e descobri que eu tinha sensibilidade nos seios. Antes eu não sabia, porque nenhum homem encostava neles. Claro! Ali não havia nada!", ironiza.

Monique disse que sofria por ser "quase esquelética" na adolescência e lembra que, na época, seu ex-marido e pai de Armando, o ex-modelo Pedro Aguinaga, vivia lhe dizendo que o corpo nunca fora o seu forte. "Você sabe o que é seu marido lhe dizer que o corpo nunca foi o seu forte? Depois que nos separamos e fiquei com músculos trabalhados e peitões de silicone, fazia questão que ele me visse, só de vingança", reconhece.

Monique, de 42 anos, casou-se novamente com o ex-marido, Bruno Soares, de 24, que lhe fez uma declaração de paixão por sua forma cada vez mais sinuosa. "Ele me disse que jamais me olharia se eu fosse magra e sem seios, como era há 20 anos. Fiquei lisonjeada. Envelhecer cada vez mais sexy é muito melhor", diz.

Para Monique Evans, o que hoje está aumentando é o número das mulheres que assumem publicamente o uso de próteses. Como Xuxa, que já anunciou sua intenção de aumentá-los tão logo termine de amamentar Sasha. "Hoje, todo mundo diz que usa prótese, mas antes mulheres famosas, gente que ninguém poderia imaginar, me ligavam para contar que usavam, ou para tirar dúvidas e revelar medos. O homem mais tradicional gosta daquela gorda com glúteos cheios de celulite, mas outro mais chiquezinho, viajado, gosta de peito grande, com silicone", diz Monique.

Outra vantagem é a de abolir o sutiã. O cirurgião plástico Paulo Roberto Leal estimula suas clientes a não usarem mais sutiã, a não ser como um sensual fetiche. E foi assim que o sutiã ressurgiu das cinzas após a queima promovida pelas feministas. A própria Du Loren confirma que as mulheres compram mais do que o necessário. "A calcinha gasta mais do que o sutiã, não é? A proporção de vendas sempre foi de três calcinhas para um sutiã. Hoje, é de um por um. A mulher está comprando mais, para mostrar-se bela", conclui a estilista Denise Areal. (M.C.)


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes