- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - ---Jornal do Commercio - Recife, 22 de abril de 1998

SAÚDE II
Enfermidade faz vítimas desde o século XV

A história da medicina aponta a sífilis como uma das mais perigosas enfermidades transmitidas por contato sexual. Há suspeita de que a doença faça vítimas desde o século XV, isto é, antes mesmo do descobrimento do Brasil. No passado foi chamada de enfermidade dos franceses e mal napolitano.

Em 1838, o médico francês Phillipe Ricord distinguiu as manifestações clínicas da sífilis e da gonorréia. No ano de 1879, Albert Neisser descobriu o agente causador da gonorréia e, duas décadas e meia depois, Fritz Schaudinn e Erich Hoffman conseguiram isolar a bactéria causadora da sífilis.

A exemplo da aids, a sífilis atrapalhou as relações afetivas entre homens e mulheres. Ao contrário da certa indiferença que a população demonstra hoje em relação à doença, temia-se no passado os danos tardios, como a paralisia progressiva. Todo o temor daquela época acabou provocando o fechamento das famosas casas de banho.

REMÉDIOS - Antes da descoberta da penicilina, a sífilis foi tratada com substância extraída da madeira de guayacan, árvore típica da América Central. Houve espaço para a pomada de mercúrio e um preparado orgânico denominado Salvarsán. O antibiótico, no entanto, conquistou lugar definitivo na luta contra o micróbio causador da doença. O remédio cura o paciente, se o problema for detectado a tempo, mas não o deixa livre de uma nova infecção.


     

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