SAÚDE II
Enfermidade
faz vítimas desde o século XVA história da medicina
aponta a sífilis como uma das
mais perigosas enfermidades
transmitidas por contato sexual.
Há suspeita de que a doença
faça vítimas desde o século
XV, isto é, antes mesmo do
descobrimento do Brasil. No
passado foi chamada de
enfermidade dos franceses e mal
napolitano.
Em 1838, o
médico francês Phillipe Ricord
distinguiu as manifestações
clínicas da sífilis e da
gonorréia. No ano de 1879,
Albert Neisser descobriu o agente
causador da gonorréia e, duas
décadas e meia depois, Fritz
Schaudinn e Erich Hoffman
conseguiram isolar a bactéria
causadora da sífilis.
A exemplo da
aids, a sífilis atrapalhou as
relações afetivas entre homens
e mulheres. Ao contrário da
certa indiferença que a
população demonstra hoje em
relação à doença, temia-se no
passado os danos tardios, como a
paralisia progressiva. Todo o
temor daquela época acabou
provocando o fechamento das
famosas casas de banho.
REMÉDIOS -
Antes da descoberta da
penicilina, a sífilis foi
tratada com substância extraída
da madeira de guayacan, árvore
típica da América Central.
Houve espaço para a pomada de
mercúrio e um preparado
orgânico denominado Salvarsán.
O antibiótico, no entanto,
conquistou lugar definitivo na
luta contra o micróbio causador
da doença. O remédio cura o
paciente, se o problema for
detectado a tempo, mas não o
deixa livre de uma nova
infecção.