SAÚDE IV
Doença
herdada dos pais mata em 40% dos
casosSilenciosa nos adultos,
a sífilis é extremamente
agressiva nas crianças. Enquanto
os pais podem passar até 15 anos
sem danos graves visíveis, os
filhos que herdaram o mal podem
morrer em 40% dos casos,
desenvolver uma complicação
séria no início da vida ou
ficar com seqüelas.
Na sua tese de
mestrado, a pediatra Geisy Lima,
do Instituto Materno-Infantil
Materno Infantil de Pernambuco,
concluiu que a grande maioria das
crianças manifestam os sintomas
no fim do primeiro ou segundo
mês após o nascimento. Esses
primeiros sinais podem ser
anemia, icterícia e inchaço no
corpo que denuncia problema
renal.
A criança
também pode ter inflamação no
coração e pulmão, chegando à
morte. Também há casos de
cegueira, surdez e retardo mental
provocado pela doença. A surdez,
no entanto, acontece mais
tardiamente. Pode aparecer até
20 anos depois.
"Quanto
antes o diagnóstico,
melhor", alerta Geisy Lima.
Os bebês filhos de mães com
sífilis que nascem com a
bactéria são tratados durante
dez dias com penicilina. O
tratamento tem que ser feito no
hospital. O ideal, no entanto, é
impedir a contaminação da
criança, tratando a infecção
da mãe e do pai.
Geisy lembra
que uma mulher grávida com
sífilis é suscetível ao
aborto. Também há chance de o
bebê nascer morto ou prematuro,
antes do tempo previsto. Nos
adultos, a primeira
manifestação da doença só é
visível no homem, com surgimento
de feridas no pênis. Na mulher,
essa lesão aparece internamente
na vagina ou no útero.