- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 22 de abril de 1998

LATAS & TAMPAS
Lanesa abre 220 vagas para produzir tampas

por ALEX GOMES

A Reynolds Lanesa, subsidiária da Latasa - maior fabricante de latas de alumínio do País - prepara sua ampliação ainda este ano na unidade que possui no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho. A indústria vai instalar uma linha de produção de tampas de alumínio para abastecer o Nordeste, que eram trazidas da unidade da Latasa em Pouso Alegre, Minas Gerais.

Agora, da cana-de-açúcar (ou da cevada e do lúpulo da cerveja) ao paladar do consumidor, 90% das etapas de fabricação de várias bebidas são executadas em Pernambuco. Falta apenas o alumínio em folhas vir da Alcan de Itamaracá, que por enquanto, está sendo abastecido pela unidade de Pindamonhangaba, São Paulo.

A fábrica de tampas, numa área de 14 mil metros quadrados, ao lado da fábrica de latas, vai custar R$ 30 milhões, com geração de 220 empregos diretos, sendo apenas dez funcionários "importados" de Minas Gerais.

"Nossos funcionários são caros, gastamos quatro meses de preparação para um funcionário operar este maquinário de alta tecnologia e risco", revela Othon Carvalho, gerente geral da Reynolds Lanesa.

A nova fábrica vai produzir 20 milhões de tampas por dia, para atender clientes como Pitú , Belco e Kaiser, em Pernambuco, além de Antartica (PB), Brahma (AL), Schincariol (BA) e Coca-Cola (CE).

AMPLIAÇÃO - Para manter-se na frente da concorrência, com 70% do mercado nas mãos, a Latasa ainda programa para a subsidiária de Pernambuco uma ampliação na fabricação das latas de alumínio. Com mais R$ 25 milhões de investimento, as obras para a ampliação começam em outubro, com a criação de mais 30 empregos diretos.

Toda esta movimentação só foi possível com o sacrifício de 99% do ICMS do Estado por dez anos, oferta do Prodepe (Programa de Desenvolvimento de Pernambuco) que bateu propostas do Ceará e Bahia. A Prefeitura do Cabo também cedeu 30% de sua cota de 25% do ICMS e metade do IPTU da área, comprada por R$ 500 mil à Firestone do Nordeste.

"Nosso gerenciamento é moderno e será de grande utilidade para a cultura empresarial que se renova no Estado, conforme as metas da Assimpra, entidade que foi fundamental para nossa vinda", declarou Othon Carvalho.

 
     

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