POLÊMICA
Fred
acha inevitável criação de
ligasCom a aprovação da Lei
Pelé, o futebol brasileiro vai
sofrer nos próximos anos uma
grande transformação. Diante
dessa perspectiva, o vereador e
ex-presidente da Federação
Pernambucana de Futebol, Fred
Oliveira, em entrevista anteontem
no programa "Fórum
Esportivo", da Rádio
Jornal, surpreendeu ao afirmar
que o futuro das federações
não é dos melhores. Para ele, a
criação de ligas estaduais,
regionais e nacionais, dentro de
mais alguns anos, é
irreversível.
"As
federações estão inchadas.
Não se pode mais sustentar ligas
interioranas e nem patrocinar
competições tipo Copa do
Interior, como é feito em
Pernambuco. Os recursos das
federações, como os bingos,
são praticamente desviados, em
detrimento do futebol
profissional, para essas
entidades e competições que
não contribuem mais para nosso
progresso futebolístico",
enfatizou.
Fred Oliveira
foi presidente da FPF por dez
anos e durante a entrevista feita
por Leo Medrado, chegou a afirmar
que mudou seu pensamento, pois
não se pode ficar alheio às
transformações que virão com a
Lei Pelé. "É uma estrutura
que vai ruir. Os clubes
profissionais terão que se
transformar em empresas
lucrativas dentro de dois anos.
Os dirigentes terão aumentadas
as suas responsabilidades. Por
isso, acredito que em pouco tempo
será necessário a criação das
ligas. Isto para mim é um fato
consumado."
POLÊMICA -
O ex-presidente da FPF sabe que o
assunto é polêmico e, por isso,
deve ser discutido entre todos os
que fazem o futebol brasileiro,
mais especificamente o
pernambucano. Fred Oliveira, no
entanto, descartou qualquer
chance de vir a ser novamente
candidato à presidência da FPF,
embora tenha dado a entender que
pode analisar a possibilidade de
ser presidente de uma futura liga
dos clubes profissionais de
Pernambuco. Ele lembrou que o
Campeonato Regional do Nordeste
deste ano está sendo um fracasso
de renda e público por falta de
uma melhor organização. Ao
mesmo tempo, Fred Oliveira acha
muito difícil clubes como o 1º
de Maio e Cabense, só para citar
dois exemplos, sobreviverem no
futebol profissional com a Lei
Pelé.
"Até os
grandes clubes, como Sport,
Náutico e Santa Cruz terão de
se reciclar, sob pena de
sucumbirem. Acredito que não
existe mais volta e quem não
cair na realidade não vai
sobreviver", afirmou o
ex-presidente da FPF.