EDUCAÇÃO
Internet facilita vida de quem
quer estudar forapor FABÍOLA VIRGINIA
fabiolav@yahoo.com
Situação um:
depois de um ano se preparando
para fazer um teste para as
universidades norte-americanas,
você é informado de que sua
prova será realizada somente
daqui a dois meses. O resultado
levará outros sessenta dias para
chegar até você. Situação
dois: depois de um telefonema
para a Central de Testes, nos
Estados Unidos, você marca sua
prova, que será feita pela
Internet, na semana seguinte. Ao
final do exame, você já obtém
um resultado parcial, recebendo a
avaliação final quinze dias
depois.
O primeiro caso
era o comum para todos que
pensavam em estudar numa
faculdade dos Estados Unidos.
Desde o mês de fevereiro,
porém, a Associação Brasil
América (ABA) está aplicando
via Internet algumas das provas
exigidas pelas universidades
norte-americanas. Todos os exames
são elaborados pelo ETS
(Educational Testing Service),
que firmou uma parceria com a
Sylvan, empresa responsável pela
parte operacional, incluindo a
montagem de salas específicas
para realização das provas.
FLUÊNCIA -
O laboratório do Recife é o
quarto instalado no Brasil; os
outros funcionam no Rio de
Janeiro, São Paulo e Brasília.
"Para montar o nosso
laboratório, investimos R$ 35
mil na compra de computadores e
nas instalações físicas",
informa Cecil Ataíde Melo,
diretor acadêmico da ABA. Na
sala, estão instaladas três
workstations, mas a previsão é
de que sejam cinco até o final
do ano. Além disso, um
computador fica ligado
diretamente com a Central de
Testes, na cidade de Baltimore,
estado de Maryland, EUA. Quatro
pessoas já se submeteram aos
testes no Recife, cujo
laboratório vai atender à
demanda da região
Norte-Nordeste.
São quatro as
provas que podem ser feitas on
line: o GMAT (Graduate Management
Admission Test), exigido pelas
escolas de administração e
também por empresas
multinacionais; o GRE (Graduate
Records Examination), aplicado
nos alunos de ciências exatas e
humanas; o GED (General Education
Development), equivalente ao
diploma de segundo grau, e o
TOEFL, que avalia a fluência e o
nível de compreensão da língua
inglesa.
Todos esses
testes ainda são aplicados na
Escola Americana do Recife e,
segundo um de seus professores,
Edward Fabisak, atraem mais de
250 candidatos por ano. "Com
a aplicação pela Internet, esse
número deve crescer
bastante", supõe. Devido à
sua abrangência, o TOEFL é o
único que ainda não está
disponível pela rede, mas a
partir do mês de julho ele
também poderá ser feito via
Internet.
Para fazer a
prova, basta marcar a data e o
local na Central de Testes. Na
ocasião, o candidato informa o
número do cartão de crédito
onde será cobrado o exame (U$160
para o GMAT e GRE, U$125 para o
TOEFL e U$525 para o GED). No dia
agendado, o candidato dirige-se
ao laboratório da ABA e, ao
final da prova, já pode pegar um
resultado parcial de seu teste,
que é imediatamente corrigido e
enviado às universidades. Duas
semanas depois, o aluno recebe
pelo correio a avaliação final.
A aplicação
dessas provas através da
Internet é prova do pioneirismo
da parceria ETS - Sylvan. Os
laboratórios estão espalhados
por todo o mundo, com exceção
de alguns países asiáticos -
mas que já estão nos planos do
grupo. Os estudantes estrangeiros
injetam, a cada ano, U$ 7,5
bilhões na economia americana.
"Nos
últimos dois anos, aumentou
cerca de 25% o número de
brasileiros interessados em
estudar na América",
informa Teresa Araújo,
orientadora educacional da ABA,
que vê a estabilização da
moeda nacional como fator
decisivo para o crescimento dessa
estatística.
Serviço:
Central de Testes (EUA) - das
11h00 às 19h00
Telefone: 001-410-843-8160
Fax: 001-410-843-8569