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Sandra
Carvalho
Internautas
negros sofrem com divisão racial
na rede mundial
Pesquisa feita
por estudiosos da Universidade de
Vanderbilt, nos Estados Unidos,
acaba de trazer à tona a
discussão sobre a divisão
racial na comunidade
cibernética. É cada vez mais
fundo o abismo que separa
cidadãos internautas negros de
brancos.
Os
pesquisadores alertam que se os
negros têm menos acesso à
revolução da informação
promovida pela rede, certamente
também terão maiores
dificuldades de conseguir bons
empregos.
PODER -
Isto principalmente na terra
natal do computador, onde a
Internet já está bastante
popularizada e mesmo pequenas
empresas exigem dos seus
candidatos conhecimentos
aprofundados sobre o assunto. Que
os brancos americanos detêm
maior poder aquisitivo que os
negros, isto não é novidade.
Mas o mais
relevante da pesquisa é quando
ela questiona estudantes, de
igual nível social. 73% dos
estudantes brancos têm um
computador em casa, contra 32%
dos estudantes negros. Um número
considerável de negros já usa a
Internet (cerca de 5.2 milhões),
mas se comparado ao de brancos,
é quase nada: 40 milhões.
INTERESSE -
Outro dado interessante é que
mesmo quando os brancos não
possuem computador, eles são
cinco vezes mais interessados em
usar a rede que os internautas
negros. Eles recorrem às
bibliotecas, centros
comunitários e mesmo aos
cybercafés.
"Alguns
especialistas acreditam que a
razão está na adaptação mais
rápida dos brancos à cultura
digital. Mas os pesquisadores
rebatem furiosos dizendo que não
é uma questão de interesse
(claro!), mas de oportunidade. O
governo norte-americano, bem como
toda a sociedade, segundo eles,
devem forçar a baixa de preços
nos computadores e o oferecimento
mais amplo do acesso à Internet
nas comunidades de baixa renda
daquele país.
IE X
Netscape
Bill Gates deve
estar rindo à toa com a nova
pesquisa realizada pela companhia
Inteco. Ela revelou que o browser
Internet Explorer e o preferido
na Europa. França, Alemanha e
Inglaterra têm mais usuários de
IE que do Navigator. Cerca de 60%
dos franceses aderiram ao
navegador de Gates, seguidos por
54% dos alemães. No ano passado,
a porcentagem era de 46% e 51%
nestes mesmos países. O
presidente da companhia que fez a
pesquisa acha que o aumento no
número de usuários do Internet
Explorer deve-se a maior
penetração do Windows NT e 95
no continente e tambem ao
aprimoramento do browser. Se
cuida Netscape!
Searcher
Quem usa os
mecanismos de busca da Web, sabe.
Não basta digitar uma palavra
para ter nas mãos os endereços
certos. Às vezes, o usuário
escreve a palavra COPA (querendo
informações sobre o campeonato
mundial de futebol) e aparece no
meio das inúmeras opções,
artigos para Copa e cozinha. Uma
empresa americana resolveu
investir fundo em tecnologia para
tornar o searcher mais
inteligente e lançou o "The
Electronic Monk"".
Diferente de todos os serviços
de busca, ele funciona como uma
espécie de sábio digital. Ao
invés de digitar a
palavra-chave, o internauta
digita uma pergunta (em inglês).
Pode ser, por exemplo, "como
fazer sopa de cebola?" ou
"De que Napoleao
morreu?" e, em segundos,
voce vai ter uma lista com os
sites que deverão responder a
sua dúvida. O searcher usa
complexa combinação de análise
sintática e algoritmos. Ele
traduz a pergunta e envia para o
Alta Vista, que localiza os
sites. O processo e meio
complicado, mas o mais importante
é saber que os especialistas
estão trabalhando na capacidade
de respostas cada vez mais
específicas por parte dos
searches, para felicidade dos
internautas. Futuras versões do
Eletronic Monk vão ter checagem
ortográfica. O site: http://www.eletricmonk.com/
Proteção
O Governo
Britânico acaba de declarar que
não vai poupar esforços em sua
política contra pornografia na
rede. Ele pretende plugar mais de
32 mil escolas na Web até o ano
2002, mas já deixou claro que as
escolas vão fazer uso de filtros
ou outros softwares para evitar o
acesso de crianças e
adolescentes ao material
considerado impróprio, segundo
educadores e país.
A fundação
francesa Cartier, que promove a
arte contemporânea, inaugurou
sua primeira instalação na Web.
O artista Valery Grancher inovou,
usando recursos da rede para
fazer o que ele chama de arte
dinâmica, interativa e
inacabada. A obra, intitulada
Alone (sozinho), é uma
coletânea de confissões via
e-mail de pacientes com AIDS.
Centenas de pacientes relataram
suas piores experiências com a
doença e a reação de pessoas
não soro-positivas em relação
a eles. Grancher imprimiu cada
confissão e solidificou o
material com cera, para uma
exposição real. A exposição
virtual conta com ícones e o
visitante pode participar
mandando sua mensagem. A obra
não para. É uma pena que só
está disponível em francês.
Mas vale conferir: http://www.imaginet.fr/nomemory/data/alone.htm.
E-mail:sandramega@hotmail.com
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