GOVERNO/ CONGRESSO VI
Um
político de direita que seria
presidenteBRASÍLIA - De
crítico do Governo Fernando
Henrique Cardoso a líder na
Câmara, o deputado Luís Eduardo
Magalhães (PFL) nunca escondeu
sua posição. "Sou de
direita e não vejo problema
nisso", afirmava. O Governo
da Bahia era mais um passo em sua
carreira. Luís Eduardo já
estava sendo apontado por muitos
aliados como o candidato do
partido à Presidência da
República em 2002.
Luís Eduardo
Maron de Magalhães nasceu em
Salvador (BA), em 16 de março de
1955. Em 1979, filiou-se à
Arena, iniciando seu primeiro
mandato eletivo no mesmo ano,
como deputado estadual. O filho
do senador Antônio Carlos
Magalhães já estava ligado à
política antes disso. Entre 1973
e 1975, foi oficial de gabinete
do governador do Estado da Bahia
(cargo ocupado por seu pai) e, de
75 a 79, chefe de gabinete do
primeiro-secretário da
Assembléia Legislativa da Bahia.
Reelegeu-se
deputado estadual em 1983. Antes
de terminar o mandato, em 1985,
filiou-se ao PFL, partido com o
qual obteve três mandatos
consecutivos como deputado
federal, a partir de 1987. Em
fevereiro de 92, Luís Eduardo
tornou-se líder do PFL na
Câmara dos Deputados.
Sua missão era
fazer o partido participar mais
ativamente das decisões
políticas e deixar o estigma de
fisiológico. Líder do partido
no Governo Collor, afirmava ser
um "liberal mais radical em
termos econômicos", sendo
contrário a qualquer
participação do Estado na
economia. Já no Governo FHC,
Luís Eduardo foi eleito
presidente da Câmara com 384
votos, contra 85 do deputado
José Genoíno (PT-SP).
Foi presidente
do Brasil por seis horas, em 17
de outubro de 1995. Conhecido por
sua habilidade nos bastidores,
foi convidado por FHC para
assumir a articulação política
como líder do Governo na
Câmara.
Em junho do ano
passado, o deputado assumiu o
comando político do Governo sem
prometer a aprovação das
reformas propostas por FHC.
"Não sou milagreiro",
disse. Como líder do Governo,
mostrou-se contrário à
convocação de um Congresso
revisor, em 1999, para modificar
a Constituição, de cuja
elaboração fez parte, como
deputado constituinte. À época,
Luís Eduardo e Fernando Henrique
Cardoso foram adversários.
Bacharel em
direito pela Universidade Federal
da Bahia, Luís Eduardo sofria de
hipertensão. Em 1996, foi
internado no Hospital Israelita
Albert Einstein, em São Paulo,
para a realização de um
check-up. Casado com Michelle
Marie Pimentel Magalhães, teve
três filhos: Paula, Carolina e
Luís Eduardo.