- - - -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 16 de abril de 1998

COPA V
Turistas-torcedores podem vir a conhecer uma França diferente

O normal turista com reco-reco, trombeta e uniforme de jogador na bagagem? Em ano de Copa é. A França será "invadida" por cerca de 500 mil visitantes com artigos como esses na mala. Vinte mil deles vão carregar uniforme amarelo e azul.

Um deles é o advogado Nilvan Vasconcelos, que já tem experiência de Copa e de França - este será o quarto campeonato a que vai assistir e a nona visita à França. A decisão de ir à esta competição foi mais por precaução do que por paixão. "Em 94, eu não fui à Itália porque não acreditava na Seleção. Me arrependo até hoje!", lembra.

Para ir à França, Nilvan desembolsou US$ 9.200,00 e, pelos seus cálculos, vai gastar mais uns US$ 5 mil com as viagens entre um jogo e outro. Enquanto a equipe de Zagalo descansa para mais uma partida, Nilvan e um colega vão alugar um carro para rodar a Europa numa "farra turística".

Já tarimbado em França, Nilvan não dá bolas para uma preocupação de quase todos que visitam o país: o azedume dos franceses em relação aos turistas. Ele conta que já teve experiências negativas, principalmente porque não fala francês, mas ressalta que o país é encantador e merece ser visitado.

A Copa vai servir para testar a campanha do governo francês para melhorar o tratamento, sobretudo dos parisienses, com os turistas estrangeiros. Talvez o ditado de que "Paris é uma cidade linda, mas sem os parisienses" caia por terra neste verão europeu.


     

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