EDUCAÇÃO
Greve
deixará sem aulas um milhão
estudantesUm milhão de alunos das
escolas públicas estaduais podem
ficar sem aulas, a partir de
hoje, com a greve decretada pelos
trabalhadores em educação. Se a
adesão for de 100% entre os 45
mil profissionais - 35 mil
professores e outros sete mil
servidores -, mais de mil escolas
ficarão sem funcionar pelo menos
até quarta-feira, quando está
programada uma assembléia da
classe. Eles lutam pelo Plano de
Cargos e Carreira (PCC), que,
segundo promessa do Governo do
Estado, deveria ter sido
implantado este mês.
Nesta
segunda-feira, os grevistas
realizarão plenárias para
avaliar discussões com pais e
alunos. Segundo Tereza Leitão,
presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação
(Sintepe), o principal evento
está marcado para a tarde de
amanhã. Às 15h darão um
abraço no Rio Capibaribe e, em
seguida, haverá uma vigília
pública na Assembléia
Legislativa. Os professores foram
orientados a levar lanternas para
iluminar a vigília que deve se
estender até as 21h. Semana
passada eles pararam por um dia
para realizar a assembléia que
decidiu a greve.
UNIVERSIDADE
- A greve por tempo
indeterminado também pode
chegar, na próxima semana, às
universidades federais. O
Sindicato Nacional dos Docentes
de Ensino Superior (Andes)
aprovou uma proposta de
paralisação para o próximo dia
31. Sexta-feira (27), às 9h, os
professores da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE)
realizam assembléia para decidir
se aderem ao movimento. Os
profissionais, que estavam
insatisfeitos com o congelamento
dos salários e um programa de
bolsas que só beneficia parte
dos docentes, ficaram irritados
com o anúncio do aumento das
gratificações para reitores e
outros cargos de chefia.
Enquanto isso,
a União Nacional dos Estudantes
pretende reunir, amanhã,
representantes de DCEs de todas
as universidades e escolas de
ensino superior de Pernambuco. O
encontro está marcado para as
14h, no auditório da Faculdade
de Filosofia do Recife (Fafire).
O vice-presidente regional da
UNE, Luiz Henrique Lira, explica
que serão discutidas formas de
mobilização contra as ações
do Governo Federal: corte de
verbas para as instituições
públicas, achatamento do
salário dos professores federais
e corte do crédito educativo.