EMPREGO
Saiba
como se tornar o profissional
idealpor TAIZA BRITO
Na realidade
atual do mercado de trabalho
brasileiro, ameaçado pelo
fantasma do desemprego, o
trabalhador que está empregado
ou o profissional liberal não
pode se dar ao luxo de achar que
está com o futuro garantido.
Tanto quanto aqueles que almejam
entrar na cadeia produtiva, os
que já desempenham algum tipo de
atividade têm que estar aptos a
desenvolver múltiplas tarefas e,
assim, minimizar os riscos de
corte e desenvolver habilidades
que o tornem atrativo na área
profissional que atua. Para isso,
ensina a consultora em Recursos
Humanos, Célia Amblard, do
Núcleo de Assistência
Terapêutica Empresarial - Nate,
o profissional (autônomo ou
ligado a uma empresa) deve sempre
investir em si mesmo.
"O
profissional de hoje deve estar
mais informado e ser mais
competitivo para obter resultados
mais satisfatórios no seu
trabalho", ressalta a
consultora, especializada no
recrutamento e seleção de
executivos. Segundo Amblard, o
mercado passou a dar preferência
àqueles profissionais
generalistas, ou seja, capazes de
atuar em diferentes áreas dentro
de uma empresa ou na
terceirização de serviços.
"Aqueles chamados
especialistas, antes bastante
procurados, estão perdendo
espaço".
Para não
perder a "sintonia" com
a área onde atua, diz, o
profissional deve buscar sempre a
aprimoração de sua formação,
seja através de cursos de
pós-graduação, bem como de
conhecimentos gerais,
informática e de, pelo menos,
duas línguas. A pesquisa e a
informação também é apontada
como caminho para ampliação dos
conhecimentos, o que significa,
que a leitura de jornais,
revistas e livros é
indispensável, sem falar na
utilização da Internet.
CUSTOS -
Qualquer que seja a área de
atuação de um profissional
liberal, para que ele realize um
curso de pós-graduação no
local onde mora, por exemplo, a
mensalidade varia de R$ 250 a R$
500. O estudo de uma outra
língua, como o espanhol ou o
inglês, custa em média de R$
100 a 150 por mês. Já para os
interessados em entrar no mundo
da informática, os cursos
existentes no mercado podem
variar de R$ 150 a R$ 180,
mensalmente. Quem usa a rede
mundial de computadores, pelo
menos duas horas por dia, gasta
em torno de R$ 30 a R$ 60 a cada
mês, a depender do provedor. A
leitura de, no mínimo, duas
revistas de circulação em todo
País, dois jornais locais e um
nacional, custa em torno de R$
1,700 anuais. A aquisição de
dois livros a cada mês demanda
cerca de R$ 70 ao mês.
A consultora
diz que não é necessário
demandar todos estes gastos de
uma única vez, e que muitos
destes recursos são oferecidos
pelas próprias empresas. No caso
de quem trabalha por conta
própria, o que se pode fazer
para diminuir custos e manter-se
reciclado é investir no que o
profissional considerar mais
urgente para utilização na
área em que trabalha.
Além disso,
recomenda Amblard, aqueles que
estão atuando no mercado de
trabalho devem estar abertos às
novas propostas que são
apresentadas e discutidas em cada
área. "Se o profissional
tiver consciência deste
processo, com certeza garantirá
o padrão de trabalho nos níveis
internacionais de
qualidade", diz.
Pesquisa
realizada pela Coopers &
Lybrand entre executivos de 200
grandes e médias empresas
nacionais e multinacionais (ver
quadro) aponta que "a
capacidade de assumir
riscos" e a "ética em
primeiro plano" são os
pontos considerados de maior
valor em um profissional.