EMPREGO
II
Vagas
em informática vão crescer 79%por JOSUÉ NOGUEIRA
Outrora
considerada responsável pelo
altos índices de desemprego em
todo o mundo, quando substituiu
uma imensa massa de mão-de-obra
por máquinas computadorizadas,
principalmente na indústria, a
informática é apontada hoje
pelos especialistas como o
segmento da economia com maiores
possibilidades de gerar postos de
trabalho.
Segundo o
Centro Norte-Americano de
Estatísticas do Trabalho, a
partir de 1990 e até o ano 2005,
o mercado para analistas de
sistemas e cientistas da
computação deve crescer nada
menos que 79%, enquanto as vagas
para empregos administrativos (em
escritórios) e no comércio, por
exemplo, aumentarão apenas 24% e
19%, respectivamente.
"A
informática foi extremamente
estigmatizada, mas o fato é que
atualmente o setor, além de
empregar muita gente e viabilizar
o aparecimento de novas
profissões, requer investimentos
bem menores em relação aos
exigidos pela indústria, por
exemplo", analisa o diretor
do Softex (centro de tecnologia
de software para exportação do
Recife), Claudio Marinho.
Diante desta
realidade, ele alerta para a
necessidade de se apostar e
investir no setor. "A
economia pernambucana precisa
fazer o réquiem da indústria da
cana-de-açúcar, que a cada ano
demonstra estar com o fôlego
mais curto, e atentar para a
tecnologia de informação. A
janela de oportunidade para se
inserir no contexto mundial está
aí e há no estado uma
confluência de fatores que podem
viabilizar esta realidade".
Ele aponta,
entre outros aspectos positivos,
a boa qualidade das faculdades de
informática, engenharia,
administração e economia da
Universidade Federal. "No
departamento de ciência da
computação, por exemplo, há
estudantes investindo em
empreendimentos próprios com o
apoio da própria
instituição".
A idéia,
segundo ele, é que, ao
concluírem o curso, os
estudantes possam tocar sua
empresa, contribuir para a
economia e gerar empregos.
"Só assim eles poderão
resistir às tentadoras propostas
que partem dos grandes grupos dos
Estados Unidos onde o déficit de
mão-de-obra na área é de 330
mil vagas". Atualmente
existem na faculdade de
informática da UFPE 15 empresas
incubadas.
Na opinião de
Marinho, se as empresas locais de
informática - tanto as
prestadoras de serviços, quanto
as fabricantes de softwares -
receberem o apoio financeiro
devido, pode-se assegurar a
manutenção de profissionais
especializados no mercado e a
economia pode registrar um
fenômeno multiplicador de renda.
"A informática tende a se
horizontalizar cada vez mais,
tornando-se imprescindível para
negócios de quaisquer
áreas".