EMPREGO
III
Professor
estimula estudante a abrir
empresaPara o professor de
informática da UFPE e presidente
da Sociedade Brasileira de
Computação, Sílvio Meira, é
imprescindível que os
profissionais formados pelas
universidades locais sejam
estimulados a montarem suas
próprias empresas aqui e que,
principalmente, elas estejam
conectadas ao mundo. "Para
se prestar um serviço para um
cliente do outro lado do mundo
não é necessário que se vá
até lá. Tudo pode ser feito
daqui mesmo", diz.
Ele ressalta
que o curso da UFPE tem no
currículo, como eletiva, a
disciplina empreendedorismo em
informática, para justamente
oferecer aos estudantes a chance
de aprender a montar um negócio
próprio. "Precisamos criar
neles a mentalidade de cidadãos
do mundo".
Na opinião de
Meira, as universidades locais
precisam, urgentemente,
disponilizar mais vagas em seus
cursos de informática. Por ano a
UFPE coloca no mercado 60
pós-graduados e 100 graduados e
a Universidade Católica de
Pernambuco (Unicap), 200.
"Precisamos de cerca de mil
anualmente".
NOVAS
PROFISSÕES - Além de
especialistas em computação,
propriamente ditos, o mercado já
conta com profissões originadas
pela informática. Ainda
estudante de programação visual
da UFPE, Fred Siqueira, 20 anos,
já está atuando como web
designer (programador de home
pages). "Acho que as
possibilidades só tendem a
crescer". Já formada (no
mesmo curso), Karen Kiba, 23, tem
empresa de programação visual,
mas presta serviço como pessoa
física como web designer.
"É a área mais
promissora", diz.