-- - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 22 de março de 1998

EMPREGO IV
Jatobá prevê queda do desemprego

por DILZE TEIXEIRA
Da Sucursal

BRASÍLIA - O economista pernambucano, Jorge Jatobá, designado essa semana para coordenar o grupo de trabalho do Ministério do Trabalho destinado a estimular a geração de empregos, acredita que as taxas de desemprego deverão começar a cair a partir do próximo mês, simultaneamente a redução das taxas de juros. Mas não quis arriscar uma projeção para o crescimento do emprego até o final do ano.

O trabalho de Jatobá - que se desenvolverá em conjunto com as secretarias de empregos e salários; de formação profissional; de relações do trabalho e a secretaria executiva (ambas do Ministério do Trabalho) - é acompanhar todas as ações e programas do Governo direcionadas para a geração de empregos e renda; para formação profissional, além da parte normativa, objetivando melhorá-las. O coordenador ressaltou que o trabalho dessa comissão se dará de forma articulada com outra comissão - interministerial - já existente.

INTEGRAÇÃO - Entre as atribuições de Jorge Jatobá consta a de buscar uma integração entre as ações do Governo Federal, voltadas para a geração de emprego e renda, no âmbito das áreas metropolitanas e rurais, e os governos estaduais e municipais. Além disso, essa comissão buscará sugestão junto aos diversos segmentos da sociedade civil, visando estimular a geração de emprego através de parcerias com os governos dos estados e dos municípios.

CRESCIMENTO - Consciente de que o nível de emprego depende diretamente do crescimento da economia, Jatobá disse que sua perspectiva com relação ao sucesso da comissão é "realista". E acrescentou, "ninguém pode esperar milagre". Até porque, lembrou, a economia brasileira vive um processo de transição de um processo inflacionário para uma economia estável. Não seria possível que nossa economia crescente, por exemplo, a taxas equivalentes a 10% ao ano porque isso prejudicaria a economia externa, implodiria o real e levaria o país a uma situação caótica.

"Nosso propósito é otimizar o desempenho dos programas e ações do Governo - corrigindo distorções e estrangulamentos, onde eles forem detectados -, melhorar o crescimento econômico fiscalizando para que os investimentos públicos sejam bem aplicados e atendam às reais demandas sociais", concluiu o economista Jorge Jatobá.


 

 

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