EMPREGO
IV
Jatobá
prevê queda do desempregopor DILZE TEIXEIRA
Da Sucursal
BRASÍLIA -
O economista pernambucano, Jorge
Jatobá, designado essa semana
para coordenar o grupo de
trabalho do Ministério do
Trabalho destinado a estimular a
geração de empregos, acredita
que as taxas de desemprego
deverão começar a cair a partir
do próximo mês, simultaneamente
a redução das taxas de juros.
Mas não quis arriscar uma
projeção para o crescimento do
emprego até o final do ano.
O trabalho de
Jatobá - que se desenvolverá em
conjunto com as secretarias de
empregos e salários; de
formação profissional; de
relações do trabalho e a
secretaria executiva (ambas do
Ministério do Trabalho) - é
acompanhar todas as ações e
programas do Governo direcionadas
para a geração de empregos e
renda; para formação
profissional, além da parte
normativa, objetivando
melhorá-las. O coordenador
ressaltou que o trabalho dessa
comissão se dará de forma
articulada com outra comissão -
interministerial - já existente.
INTEGRAÇÃO
- Entre as atribuições de
Jorge Jatobá consta a de buscar
uma integração entre as ações
do Governo Federal, voltadas para
a geração de emprego e renda,
no âmbito das áreas
metropolitanas e rurais, e os
governos estaduais e municipais.
Além disso, essa comissão
buscará sugestão junto aos
diversos segmentos da sociedade
civil, visando estimular a
geração de emprego através de
parcerias com os governos dos
estados e dos municípios.
CRESCIMENTO -
Consciente de que o nível de
emprego depende diretamente do
crescimento da economia, Jatobá
disse que sua perspectiva com
relação ao sucesso da comissão
é "realista". E
acrescentou, "ninguém pode
esperar milagre". Até
porque, lembrou, a economia
brasileira vive um processo de
transição de um processo
inflacionário para uma economia
estável. Não seria possível
que nossa economia crescente, por
exemplo, a taxas equivalentes a
10% ao ano porque isso
prejudicaria a economia externa,
implodiria o real e levaria o
país a uma situação caótica.
"Nosso
propósito é otimizar o
desempenho dos programas e
ações do Governo - corrigindo
distorções e estrangulamentos,
onde eles forem detectados -,
melhorar o crescimento econômico
fiscalizando para que os
investimentos públicos sejam bem
aplicados e atendam às reais
demandas sociais", concluiu
o economista Jorge Jatobá.