PACOTE
Indonésia
quer chegar a um acordo com o FMIJACARTA - O
ministro das Finanças da
Indonésia, Fuad Bawazier, disse
que espera chegar a um acordo com
o Fundo Monetário Internacional
esta semana e que o câmbio fixo
em seu país não é viável no
momento. Após um encontro com o
representante do FMI para a
åsia, Hubert Neiss, Fuad disse
que as negociações com o Fundo
têm sido produtivas e que já
vê uma luz no fim do túnel.
Questionado se o câmbio
administrado seria a opção mais
plausível para estabilizar a
rúpia, a moeda local, ele disse
simplesmente que sim.
Neiss e um
grupo de autoridades do FMI
chegaram em Jacarta no início da
semana passada para começar uma
revisão da implementação das
reformas econômicas na
Indonésia atreladas ao pacote de
ajuda de US$ 43 bilhões
alinhavado pelo Fundo. Fuad disse
que o câmbio gerenciado é uma
das alternativas e que o governo
anunciará na próxima semana
todas as políticas e acordos a
serem fechados entre as
autoridades monetárias do país
e o FMI.
Seus
comentários confirmam uma
declaração feita no começo da
semana pelo ministro coordenador
da Economia, Fazenda e
Indústria, Ginandjar
Kartasasmita, de que o câmbio
fixo não é uma opção viável
para a Indonésia. O país
procura um regime cambial que
seja capaz de impulsionar sua
moeda. A rúpia perdeu 70% de seu
valor desde que começou a
flutuar livremente, em agosto
passado.
ORÇAMENTO
JAPONÊS - A Câmara dos
Deputados do Japão aprovou
Orçamento prevendo gastos de
77,670 trilhões de ienes (US$
598 bilhões) para o próximo ano
fiscal, que começa em abril. O
projeto vai agora para a
votação no Senado mas, como o
voto dos deputados prevalece
sobre o dos senadores, o
orçamento entrará em vigor no
dia 18 de abril. As atenções
concentram-se agora no pacote
suplementar para estimular a
economia que o situacionista
Partido Liberal Democrático
(PLD) deverá apresentar nos
próximos dias.