APOSENTADORIA
II
Débito
trabalhista já está
provisionadoOs R$ 200 milhões de
débitos trabalhistas do Banco do
Estado de Pernambuco (Bandepe)
já estão provisionados nos R$
920 milhões que serão
repassados pelo Tesouro Nacional
para sanear o banco estatal.
Segundo fontes ouvidas pela
reportagem do Jornal do
Commercio, R$ 35 milhões
correspondem a passivos
trabalhistas referentes a dois
dissídios coletivos (96/97 e
97/98), não pagos pelo Governo
do Estado aos funcionários da
instituição.
Outros R$ 50
milhões correspondem a débitos
de demissões realizadas no
então governo de Joaquim
Francisco (em torno de 2 mil
funcionários, em 1991), além de
R$ 65 milhões relativos ao PDV,
Programa de Demissão
Voluntária. O restante (R$ 50
milhões) são relativos a
demissões durante o segundo
Governo Arraes (cerca de mil
servidores).
Na semana
passada, o Governo de Pernambuco
tentou negociar parte dos
débitos, mas não conseguiu
acordo com a categoria bancária.
A proposta do governo foi
considerada "indecente"
pelos dirigentes sindicalistas,
que pretendem deflagrar, a partir
de amanhã, greve geral nas 52
agências e 22 postos de
serviços. "Eles têm que
pagar o que devem e o que já
poderiam ter pago e não fizeram.
A proposta que fizeram é uma
brincadeira e não representa nem
20% dos que nos devem",
disse Alfredo Drummond, da
Asbepe. Segundo ele, os débitos
de funcionários na ativa
correspondem a R$ 35 milhões.
O Governo de
Pernambuco propôs pagar o
Programa de Demissão Incentivada
(PDI), com meio salário por ano
trabalhado, com o mínimo de
três e máximo de doze anos,
além de um abono geral de R$
1.500,00 com 5% sobre os ganhos
salariais de março. Os
servidores querem 15,8% de
reajuste, pois os salários
estão congelados há três anos.
A extensão da
jornada de trabalho seria paga
sem correção de juros e somente
referentes aos últimos cinco
anos, assim como o que restava
(50%) da Participação nos
Lucros, de 1995, seriam pagos sem
correção. "Eles trabalham
numa instituição em
dificuldades e que será
privatizada. Apesar disso, nunca
deixaram de receber seus
salários", disse o
presidente do Banco do Estado de
Pernambuco, Wanderley
Benjamin.(L.L)