COMBUSTÍVEIS
II
Cresce
oferta de álcool fino com novos
clientesSomente duas destilarias
de Pernambuco estão na
concorrência por um setor do
mercado de álcool desprezado
pelas outras 27 empresas do
setor: o álcool fino, que serve
de matéria-prima para
fabricação de bebidas
destiladas.
Com o interesse
de novas empresas engarrafadoras
de bebidas na região - a exemplo
da Heublein, Muller (51) e
Seagram's- a disputa está
crescendo entre elas, embora este
tipo de álcool represente pouco
sobre a produção total.
O álcool fino
é resultado de um processo onde
o produto passa várias vezes no
destilador até perder o aroma e
a cor por completo, com 96% de
pureza e 4% de água destilada. O
produto pode ser misturado a
bebidas quentes, produtos
cosméticos, perfumes, e como
insumos farmacêuticos.
Para as
destilarias que produzem este
tipo de álcool, o lucro não
está no faturamento alto, porque
menos de 1% da produção é
álcool fino. Elas ganham com a
representação das empresas em
vários mercados e pela
demonstração de qualidade e
garantia para outros produtos,
como álcool combustível e
aguardentes por atacado.
"É uma
diversificação de mercado para
nós. Ainda assim , este setor
está crescendo a uma razão de
duas ou tres vezes por ano. Há
quatro anos exportamos para a
Europa, principalmente o leste
europeu, e para a Rússia.
Portanto deve ter muita vodka por
lá com álcool fino de
Pernambuco", comenta o
empresário Eduardo Tavares de
Melo, diretor comercial do grupo
homônimo.
Em Vitória de
Santo Antão fica a Destilaria
JB, que da última safra tirou 27
milhões de litros de álcool
combustível (anidro e
hidratado), 25 milhões de litros
de aguardente, e 300 mil litros
de álcool fino apenas.
"Nós já
fornecemos aguardente para a
Pitú e Ypióca, e estamos
conversando com a Heublein para
vender álcool fino. Eles trazem
o conhaque Dreher de São
Paulo", declarou Carlos
Beltrão, diretor de marketing da
Destilaria JB.