- - - -...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 22 de março de 1998

GASTRONOMIA
Conheça os novos vinhos que não podem faltar na sua adega

Os novos vinhos, categoria na qual se enquadram os australianos, os californianos, os africanos do sul e agora os neozelandeses - que acabam de entrar na lista dos dez melhores do ano, publicada pela revista Wine Spectator (saindo na frente dos franceses e só perdendo para os "portos" portugueses) - estão finalmente sendo reconhecidos e prestigiados pelo mercado internacional de vinhos.

A revista deu o sexto lugar ao até então desconhecido chardonnay Kumer River, safra 94, produzido pela vinícola Brajkocich e importado para o Brasil pela Expand. Uma garrafa do premiado vinho branco da Nova Zelândia custa R$ 45.

A mesma vinícola tem ainda outro branco de qualidade: o Mate's Vineyard, que apesar de não ter título algum em seu currículo, custa mais: R$ 58. Os dois são safra de 95.

Os vinhos neozelandeses são produzidos com uvas francesas na região Norte do país, onde o clima é mais seco. As cidades de Aukland, Waikato e Gisborne respondem por 80% dessa produção, cujas grandes estrelas são os vinhos brancos. Segundo especialistas que importam o vinho para o Brasil, os tintos estão se aprimorando.

Entre os novos vinhos - aqueles produzidos em regiões não-tradicionais - os australianos foram os primeiros a integrar uma relação dos melhores. O tinto Penfolds Grange 1990, oriundo de Barossa Valey, ganhou o título de melhor do ano da Wine Spectator, deixando para trás os franceses, italianos, espanhóis e portugueses. Os americanos, produzidos na Califórnia, no Napa Valey, também vêm sendo muito apreciados por experts.

"Os europeus levaram a tecnologia para lá, onde o solo é de excelente qualidade. Além disso, o que não falta é dinheiro para investir na produção de vinhos. Logo, não há como não se ter um vinho americano de boa qualidade. O Opus One, da vinícola Roberto Mondavi, que também produz no Chile, está entre os grandes bordeaux do mundo", diz Juarezita Santos, especialista carioca que em maio visitará Napa Valey com alguns sommeliers.

Os da Nova Zelândia, antes mesmo de serem alçados ao topo dos grandes do ano pela revista Wine Spectator, haviam sido descoberto por um grupo de sommeliers da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), que tiveram uma noite de degustação especialmente para os vinhos neozelandeses.

"Fomos surpreendidos pela qualidade dos brancos que são excelentes", atesta Juarezita Santos. Entre os novos vinhos, os produzidos na África do Sul são os menos cotados da lista, mas há algumas vinícolas oonde se produzem vinhos consideráveis, na avaliação dos especialistas no assunto.


     

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