GASTRONOMIA
Conheça
os novos vinhos que não podem
faltar na sua adegaOs novos vinhos,
categoria na qual se enquadram os
australianos, os californianos,
os africanos do sul e agora os
neozelandeses - que acabam de
entrar na lista dos dez melhores
do ano, publicada pela revista
Wine Spectator (saindo na frente
dos franceses e só perdendo para
os "portos"
portugueses) - estão finalmente
sendo reconhecidos e prestigiados
pelo mercado internacional de
vinhos.
A revista deu o
sexto lugar ao até então
desconhecido chardonnay Kumer
River, safra 94, produzido pela
vinícola Brajkocich e importado
para o Brasil pela Expand. Uma
garrafa do premiado vinho branco
da Nova Zelândia custa R$ 45.
A mesma
vinícola tem ainda outro branco
de qualidade: o Mate's Vineyard,
que apesar de não ter título
algum em seu currículo, custa
mais: R$ 58. Os dois são safra
de 95.
Os vinhos
neozelandeses são produzidos com
uvas francesas na região Norte
do país, onde o clima é mais
seco. As cidades de Aukland,
Waikato e Gisborne respondem por
80% dessa produção, cujas
grandes estrelas são os vinhos
brancos. Segundo especialistas
que importam o vinho para o
Brasil, os tintos estão se
aprimorando.
Entre os novos
vinhos - aqueles produzidos em
regiões não-tradicionais - os
australianos foram os primeiros a
integrar uma relação dos
melhores. O tinto Penfolds Grange
1990, oriundo de Barossa Valey,
ganhou o título de melhor do ano
da Wine Spectator, deixando para
trás os franceses, italianos,
espanhóis e portugueses. Os
americanos, produzidos na
Califórnia, no Napa Valey,
também vêm sendo muito
apreciados por experts.
"Os
europeus levaram a tecnologia
para lá, onde o solo é de
excelente qualidade. Além disso,
o que não falta é dinheiro para
investir na produção de vinhos.
Logo, não há como não se ter
um vinho americano de boa
qualidade. O Opus One, da
vinícola Roberto Mondavi, que
também produz no Chile, está
entre os grandes bordeaux do
mundo", diz Juarezita
Santos, especialista carioca que
em maio visitará Napa Valey com
alguns sommeliers.
Os da Nova
Zelândia, antes mesmo de serem
alçados ao topo dos grandes do
ano pela revista Wine Spectator,
haviam sido descoberto por um
grupo de sommeliers da
Associação Brasileira de
Sommeliers (ABS), que tiveram uma
noite de degustação
especialmente para os vinhos
neozelandeses.
"Fomos
surpreendidos pela qualidade dos
brancos que são
excelentes", atesta
Juarezita Santos. Entre os novos
vinhos, os produzidos na África
do Sul são os menos cotados da
lista, mas há algumas vinícolas
oonde se produzem vinhos
consideráveis, na avaliação
dos especialistas no assunto.