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VIAGEM
Cybercafés
são opção rápida e econômicapor BENIRA MAIA
benira@jc.com.br
Você direto
para o mundo! Se é essa a
sensação quando navega na
Internet do micro instalado em
casa ou no trabalho, não há
motivos para não reviver a
experiência durante as viagens
ao Exterior. Afinal, de qualquer
canto do mundo, é totalmente
possivel mandar e-mails, checar a
caixa postal, conversar na
Internet e visitar sites. Desde
que haja, evidentemente, um
computador ligado à grande rede.
Para não ficar desconectado e
ainda matar de inveja os
coleguinhas de trabalho enquanto
você se esbalda em passeios ou
aumentando a bagagem cultural,
mantenha contato com o grande
mundo virtual. Com a vantagem de
que sai infinitamente mais barato
do que telefonar.
Os cybercafés
são a ponte ideal para quem não
possui um micro ligado a Internet
mundo afora. Geralmente cheios de
charme, gente interessante,
bebidas e cafés, esses locais
possuem computadores já
interligados à rede disponíveis
para o consumidor. E hoje estão
totalmente disseminados na
maioria dos países. Nos Estados
Unidos, existem mais de 500. Na
Europa, são outro tanto. E em
lugares com grandes fluxo
turístico, como o Centro
Pompidou. Ou seja, não dá para
passarem desapercebidos. Que o
diga a professora de
programação visual Gisela
Costa, 25 anos. Na viagem à
França, há um ano e meio, ela
não se furtou a acessar o e-mail
no quiosque com cerca de 10
máquinas montado no Pompidou.
"Paguei cerca de três
dólares por um capuccino e usei
um micro por quase 45
minutos", lembra. Nesse
período, enviou mensagens para
os amigos. "É muito
prático. Já sabia mexer e não
precisei enfrentar conversa com
telefonista para me comunicar com
o pessoal, além de ser mais
barato", elogia.
A troca do
telefone pelo micro garante uma
boa economia. A média é de dois
dólares por meia hora de uso no
computador de um cybercafé. Já
uma ligação telefônica, por
exemplo, de 10 minutos de Londres
para o Recife em horário
comercial custa em torno de R$
16,00. Tudo bem: não se recebe
uma resposta instantânea, mas o
recado estará dado e se poderá
até marcar uma hora para entrar
num canal de bate-papo e aí a
comunicação será perfeita!
Como os
cybercafés já estão
conectados, o micreiro só
precisará enviar a mensagem. Nem
é necessário possuir um
endereço, podendo usar o do
próprio local - para não matar
os amigos de curiosidade, o
ideal, claro, é assinar a
mensagem ou mesmo dar uma dica de
quem esteja mandando o mail. Mas,
se o consumidor preferir enviar
com o seu endereço configurado
lá no alto da mensagem, não há
problema. Bastará reconfigurar o
programa para seu endereço
eletrônico (ver quadro).
A professora
Gisela Costa lembra que se
correspondeu com o endereço do
cybercafé. "Eu não sabia
reconfigurar", conta. Já o
analista de sistemas Luis de La
Mora, 24 anos, não teve
problemas para colocar seu
endereço eletrônico no Netscape
Navigator quando enviou mensagens
para os colegas da universidade e
os parentes de um cibercafé no
bairro nova-iorquino do Soho.
"O cybercafé é como um
novo telefone público",
compara.
A
reconfiguração, que demanda
menos de um minuto, dá a
vantagem ao usuário de abrir sua
caixa postal. Há quem veja
desvantagem em acessar a caixa
remotamente, por causa dos links
brasileiros de saída para o
exterior. O diretor de Internet
da Elógica - maior provedor de
Pernambuco -, Clóvis Lacerda,
assegura que não há mais essa
demora. "Os links estão com
boa velocidade", afirma. O
estudante de turismo Caio Costa,
21 anos, afirma ser mínima a
demora para receber as mensagens
de um servidor instalado em
Pernambuco. "São só poucos
segundos", lembra ele, que
utilizou esse recurso por uma
semana na Universidade da
Indiana, onde passou dois meses
estudando inglês.
Para quem
duvida de um acesso rápido para
checar sua caixa postal, a
solução é o redirecionamento
dos seus mails para um endereço
eletrônico internacional, como o
Hotmail ou o Yahoo. Nesse caso, o
usuário deve contactar o seu
provedor local para que as
mensagens que chegarão à caixa
postal sejam redirecionadas para
o servidor das empresas
internacionais de e-mails
gratuitos.
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