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DOIS
TOQUES
Lula
Carlos
Aquele
timinho
O Sport pegou
um pato morto e meteu quatro gols
na Cabense. O pato se foi, e
agora é o parto difícil que
terá pela frente. Vai ter que
arrancar a ferro a vitória. Não
sei até onde vão os
conhecimentos do parteiro Mauro
Fernandes, mas enfrentar o Recife
em Timbaúba é operação que
dói. A cesariana é uma boa
pedida, o medo que faz é a
anestesia. O Sport foi
anestesiado em Fortaleza e se deu
mal.
Se for bem
sucedido em Timbaúba, volta com
os três pontos da cesariana e a
um passo da conquista da primeira
fase do Campeonato. E domingo que
vem, com a Ilha cercada de notas
por todos os lados, o jogão com
o Santa Cruz. Em jogo estará
também a capacidade do estádio
rubro-negro. Ontem, o Santa
empatou com o Central, no meio da
semana tem a Cabense, e a partir
daí vai ouvir o rugido do Leão.
"O
Náutico é aquele timinho de que
falei. Já estou imaginando o
time dos Aflitos disputando um
campeonato de porrinha. Treinar
três palitinhos é mais fácil
do que treinar onze jogadores.
Hugo Benjamin na lona é muito
mais técnico. O futebol é
complicado para ele e para os
craques que tem. Nos dois
últimos jogos, vejam o que
aconteceu: no primeiro, perdeu a
liderança, no segundo, a
esperança. E a primeira fase,
praticamente, foi para o
beleléu.
Não vejo
diferença entre o Timbuzinho e o
Timbuzão. Basta saber que o
treinador é o mesmo. Os dois
times jogam em cima dos mesmos
erros e com os mesmos defeitos.
Aquele buraco na defesa, um
meio-de-campo sem começo e sem
fim, e um ataque de canudinho
atirando bolinhas de sabão ao
ar. Brinca com água, morre na
praia, e não aprende a lição.
"Agora, um
pouquinho de Seleção
Brasileira, que joga depois de
amanhã contra a Alemanha. Vi
Raí jogando na Copa da França e
não gostei. Não é o número um
que Zagalo deseja. Sou mais
Nélson Gonçalves cantando
"eu sou o número um".
Se Zagalo gostasse de música
convocava o cantor. Como não
gosta, o time que dirige vive
desafinando. Esse jogo vai ser um
osso duro de roer.
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