PARTIDOS (IV)
PPS
adia para junho o apoio a Arraes
ou WilsonDepois de passar dois
dias discutindo se subiria no
palanque do governador Miguel
Arraes (PSB) ou no do senador
Carlos Wilson (PSDB), nas
eleições deste ano, o PPS
decidiu, ontem, no Congresso
Estadual, empurrar a decisão
sobre a sucessão estadual para a
convenção do partido, em junho.
Até lá, a palavra de ordem
será a campanha presidencial. A
orientação do partido para a
base é reforçar a campanha do
ex-governador do Ceará, Ciro
Gomes (PPS), à presidência da
República, articulando com
diversos setores da sociedade.
"Se o
partido tem uma candidatura
moderna de esquerda, a cada dia
mais competitiva, porque se
perder na angústia da sucessão
estadual, que não tem de ser
definida agora?", questionou
o senador Roberto Freire, num
discurso, ontem pela manhã, que
mudou o rumos das discussões no
Congresso Estadual. Interpretado
por alguns militantes como
"puxão de orelha", o
discurso de Freire deu novo
ânimo à militância, por
colocar o peso nacional do
partido com a candidatura de Ciro
Gomes.
"Se não
participamos do debate da
sucessão estadual com o peso que
queremos, em contrapartida
discutimos a sucessão
presidencial com o peso que não
tínhamos", afirmou Freire.
O PPS decidiu empurrar para a
convenção somente o debate
sobre coligação na
majoritária. Para a eleição
proporcional, decidiu que o
vereador do Recife, Paulo Marcelo
Raposo, será o único candidato
a deputado federal e cobrou
fidelidade da militância. Para
estadual, os nomes ainda estão
sendo analisados. O PPS escolheu
o novo diretório, mas só
definirá se a presidência
ficará ou não com Byron
Sarinho, em abril. Byron será
candidato a deputado estadual e
está avaliando se será
compatível a presidência com a
campanha.