SISTEMA
Em
extinção, o velho carburador
vai embora sem deixar saudadesAs válvulas, giclês,
bóias reguladoras, diafragmas e
bicos injetores que compunham o
sistema de carburação de um
automóvel, foram substituídos
por equipamentos mais modernos
contidos na injeção
eletrônica. O novo sistema
proporciona a melhor
equalização do combustível e
do oxigênio no motor e é
regulado e programado por um
computador de bordo.
Embora seja um
"equipamento em
extinção", o carburador
continuará por algum tempo
realizando a distribuição de
combustível em muitos
automóveis, pelo menos até que
a frota mais antiga seja renovada
com os veículos de tecnologia
avançada. No sistema
convencional, as muitas peças
trabalham mecanicamente para
misturar o combustível em
proporção adequada com o ar, e
então garantir o perfeito
funcionamento do motor. Agora,
com a injeção eletrônica, tudo
é feito automaticamente. "O
computador dá o comando para
soltar os gases
necessários", revela o
técnico Givanildo Belmiro do
Nascimento, da Recuperauto.
A injeção
eletrônica também produz menos
poluição e facilita a vida de
quem conserta automóveis.
"A análise de defeitos
acontece por meio de um
rastreador", revela Ernane
Silva, gerente da Adelmo Auto
Serviço. O Kaptor 2000 é o
aparelho digital que, conectado
à unidade de comando, detecta o
problema em segundos. De acordo
com Silva, a verificação no
carburador é feita com o olho
clínico e audição apurada de
um mecânico.
Carros com
injeção eletrônica merecem
algumas precauções de seus
proprietários. "Não rodar
com o tanque de combustível
abaixo de 1/4 porque força a
bomba injetora e superaquece a
mesma. Ao ligar o carro de
manhã, aguardar 10 segundos
antes de sair, pois ajuda na
pressurização do
combustível", ensina ele.