GREVE DE FOME
Seqüestradores
vão parar de tomar água SÃO PAULO - Os
seqüestradores do empresário
Abílio Diniz, que entraram ontem
no 38º dia da greve de fome,
anunciaram que vão parar de
tomar água a partir da 0h de
hoje. Eles também prometem
suspender a medicação que
vinham recebendo para repor sais
minerais no organismo. Desde o
início da greve de fome, os
presos vinham tomando apenas
água mineral. Nos últimos dias,
tomavam também remédios para
reposição de cálcio, sódio,
potássio e magnésio, que
evitavam arritmia ou parada
cardíaca.
A decisão dos
seqüestradores foi tomada,
segundo comunicado divulgado por
eles, devido à
"indefinição
presidencial". Eles
reivindicam a expulsão dos cinco
chilenos e dois argentinos e o
indulto ao brasileiro, medidas
que só podem ser tomadas pelo
presidente da República.
Até anteontem,
o Governo vinha dizendo que
esperava uma decisão judicial
favorável ao grupo, referindo-se
ao julgamento no Tribunal de
Justiça de São Paulo, que
reduziu as penas dos presos.
"Um dia depois do
julgamento, não houve nenhum
sinal de boa vontade do Governo.
Para quem está há nove anos na
prisão, vendo ser negados todos
os benefícios, não resta muito
mais coisa", diz Begoña
Ojeda, filha da chilena Maria
Emília Marchi.