CASO MARIA DO CARMO
Parentes
levam cesta de Natal e esperam
libertaçãoO procurador Luiz
Fernando Dias dos Santos passou a
tarde na companhia da esposa, dos
filhos e de vários parentes e
amigos que foram visitá-lo,
ontem, no Regimento de Polícia
Montada Dias Cardoso, onde está
preso desde a última
segunda-feira. Como a Justiça
ainda não se pronunciou em
relação ao pedido de
relaxamento de prisão, o clima
era de confraternização
natalina. "Nossa esperança
é de que ele passe o Natal
conosco. Nós trouxemos uma cesta
de Natal, mas vamos aguardar a
decisão do juiz. Quem sabe ele
poderá abri-la em casa, na
companhia de toda a
família", declarou a esposa
de Luiz Fernando, Teresa Cristina
Fonseca.
A filha mais
velha do segundo casamento do
procurador, Marina Dias dos
Santos, disse que estava
revoltada com a condenação
porque foi cometida uma grande
injustiça. "Ficou provado
que ele era inocente, mas muitos
termos eram técnicos e de
difícil entendimento para os
jurados. Para Maria do Carmo, foi
mais fácil defender sua versão
porque ela é baseada em fatos
emocionais e não provas
concretas", justificou.
Ontem, o juiz
José Roberto Moreira ainda não
havia se pronunciado sobre o
pedido de relaxamento da prisão
do procurador. Ele disse que a
petição foi encaminhada para o
promotor Manoel Maia. "Acho
que o pedido só deverá ser
julgado no dia 1º de fevereiro,
com o retorno das atividades do
Judiciário. Não acredito que
esse seja um caso de urgência
que precise ser analisado pelo
juiz de plantão, durante as
férias forenses. Além disso, a
competência para decidir sobre o
assunto é do juiz que presidiu o
julgamento", explicou.
O advogado
Bóris Trindade afirmou que vai
solicitar que o relaxamento da
prisão seja julgado pelo juiz de
férias, assim que o Fórum de
Jaboatão dos Guararapes volte a
funcionar, no dia 4 de janeiro.
"O juiz está equivocado de
que a competência para julgar
esse caso seja apenas dele. Além
disso, é óbvio que a privação
de liberdade de uma pessoa é
caso de urgência e deve ser
julgado o mais rápido
possível".