TUMULTO
Tentativa
de suicídio causa confusãoUma tentativa de
suicídio acabou gerando uma
grande confusão, ontem pela
manhã, ao lado do Estádio do
Arruda. Tudo começou quando o
ajudante de pedreiro Claudemir
José da Silva, 27 anos,
embriagado, subiu numa das torres
de refletores do estádio e
ameaçou se jogar. A Polícia
Militar (PM) foi chamada e cercou
a área. No tumulto formado pelos
curiosos, um policial deixou cair
uma pistola 380. A arma foi
apanhada por um rapaz, que fugiu
em direção a uma favela nas
proximidades. Depois de 15
minutos de perseguição, ele foi
preso e devolveu a arma.
O rapaz, que
estava sem documentos,
identificou-se como Aldo Alves
Vítor e disse ter 19 anos. Os
policiais afirmaram que Aldo
teria apontado a arma contra eles
e só não atirou porque a
pistola estaria travada. O
acusado negou essa versão:
"Não apontei para ninguém.
Apenas peguei a pistola porque
achei no chão".
Duas viaturas
da PM foram utilizadas na
perseguição, mas Aldo foi preso
somente com a ajuda de moradores
do local, que o apontaram. De
acordo com os policiais, quando
foi preso, ele não estava com a
arma, encontrada posteriormente
no quintal de uma casa.
Com o ladrão
preso e a presença da equipe do
JC, o soldado que teve a arma
roubada exaltou-se e chegou,
inclusive, a apontar um revólver
para os repórteres. Os policiais
afirmaram que o acusado seria
levado para a Delegacia de Água
Fria, mas a ocorrência não foi
registrada lá. A Assessoria de
Imprensa da PM afirmou que ele
foi autuado na DP do Espinheiro.
Depois da
confusão, o ajudante de pedreiro
que queria cometer suicídio,
muito nervoso, foi conduzido pelo
Corpo de Bombeiros para o HR,
para ser medicado. A mãe dele, a
aposentada Maria José da Silva,
54, explicou que o filho queria
se matar por causa de problemas
financeiros.