- - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998

CONTAS PÚBLICAS III
Crise nas contas continua e desafia novos gorvernantes

A confirmação de uma nova fonte de recursos extraordinários é uma boa notícia para os administradores dos cofres públicos do Estado, no final de um ano especialmente difícil para a economia pública. As contas hoje fecham no vermelho. A diferença entre receita e despesa atualmente está em R$ 220 milhões, de acordo com o último balancete orçamentário da Secretaria da Fazenda, de outubro.

As finanças estaduais, no entanto, poderiam fechar o ano em equilíbrio, caso o governo Arraes tivesse obtido a antecipação dos recursos pela privatização da Celpe, barrada pela oposição, em abril deste ano. A intenção do governo era usar parte dos recursos para a amortização das dívidas, liberando para o fluxo normal de caixa as verbas que estavam sendo utilizados com este fim. A antecipação poderia render pelo menos R$ 700 milhões.

A crise financeira chegou a uma situação tão grave que o governo se viu obrigado a lançar mão das verbas obtidas com a venda do Bandepe, em novembro, para pagar a folha de pessoal e o 13º salário dos servidores. O Estado se diferencia dos demais, entretanto, na medida em que dispõe de ativos de reconhecida valorização no mercado, que ultrapassam o montante de recursos suficientes para superar essa momentânea crise financeira e seu déficit estrutural.


     

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