CONTAS PÚBLICAS III
Crise
nas contas continua e desafia
novos gorvernantesA confirmação de uma
nova fonte de recursos
extraordinários é uma boa
notícia para os administradores
dos cofres públicos do Estado,
no final de um ano especialmente
difícil para a economia
pública. As contas hoje fecham
no vermelho. A diferença entre
receita e despesa atualmente
está em R$ 220 milhões, de
acordo com o último balancete
orçamentário da Secretaria da
Fazenda, de outubro.
As finanças
estaduais, no entanto, poderiam
fechar o ano em equilíbrio, caso
o governo Arraes tivesse obtido a
antecipação dos recursos pela
privatização da Celpe, barrada
pela oposição, em abril deste
ano. A intenção do governo era
usar parte dos recursos para a
amortização das dívidas,
liberando para o fluxo normal de
caixa as verbas que estavam sendo
utilizados com este fim. A
antecipação poderia render pelo
menos R$ 700 milhões.
A crise
financeira chegou a uma
situação tão grave que o
governo se viu obrigado a lançar
mão das verbas obtidas com a
venda do Bandepe, em novembro,
para pagar a folha de pessoal e o
13º salário dos servidores. O
Estado se diferencia dos demais,
entretanto, na medida em que
dispõe de ativos de reconhecida
valorização no mercado, que
ultrapassam o montante de
recursos suficientes para superar
essa momentânea crise financeira
e seu déficit estrutural.